Ciência

Estudo aponta impacto de até R$ 1,65 bilhão na gestão de resíduos no Rio de Janeiro

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Análise revela benefícios econômicos, sociais e ambientais de uma gestão eficiente de resíduos urbanos na região

Imagem: CNN Brasil

Pesquisa da Pezco Economics indica que o gerenciamento adequado de resíduos sólidos no Estado rende até R$ 1,65 bilhão por ano em efeitos positivos, abrangendo saúde, economia e o meio ambiente.

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (13) traz uma nova perspectiva sobre a gestão de resíduos sólidos urbanos no Estado do Rio de Janeiro. Elaborado pela Pezco Economics e apresentado em evento organizado pela Regenera Rio, a unidade de gestão de resíduos do Grupo Aegea, o estudo estima que o impacto financeiro, social e ambiental de uma gestão eficiente chega a R$ 1,65 bilhão anualmente.

A análise considera oito municípios, incluindo a capital, cidade do Rio de Janeiro, além de Itaguaí, Mangaratiba, Miguel Pereira, Paty do Alferes, Piraí, e Seropédica, que juntos concentram mais de sete milhões de habitantes. Segundo o estudo, esses efeitos abrangem desde a atividade econômica até a saúde pública, passando pelo meio ambiente e o ordenamento territorial.

De acordo com a fonte, a gestão adequada dos resíduos pode gerar um aumento de R$ 926,7 milhões no Produto Interno Bruto (PIB) regional, além de criar aproximadamente 1.791 empregos formais. Esses números foram calculados com base no desembolso anual da Comlurb, a principal contratada na operação de limpeza na cidade do Rio. Além disso, o estudo aponta que melhorias na gestão podem evitar custos sociais e ambientais entre R$ 466 milhões e R$ 690 milhões por ano, referentes à disposição correta de resíduos, que atualmente envolve 3,39 milhões de toneladas tratadas anualmente.

Outro aspecto destacado pelo estudo é o impacto na saúde pública: estima-se que uma gestão eficiente ajudaria a prevenir entre 28 mil e 44 mil casos de doenças a cada ano, refletindo em economia de até R$ 34,1 milhões nos gastos do SUS, o sistema público de saúde. Além do mais, o trabalho também evidencia uma redução de cerca de 227 mil toneladas de gases de efeito estufa, em particular o CO₂, consequência direta do tratamento adequado dos resíduos e da valorização do biogás, que já é utilizado na geração de energia por parte da Regenera Rio.

Maurício Batista, diretor-presidente da Regenera Rio, destacou que

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