Ciência

Cratera na Lua maior que o Coliseu é descoberta por estudo recente

Em apuração ?

Estrutura de 222 metros de largura traz novas informações sobre impactos na superfície lunar

Imagem ilustrativa da superfície lunar com foco na nova cratera descoberta pela NASA
Imagem: Olhar Digital

Pesquisa da NASA identificou uma cratera de maior dimensão que o famoso monumento romano, ampliando o entendimento sobre os efeitos de impactos cósmicos na Lua.

Uma descoberta surpreendente feita pela NASA revelou uma cratera na superfície lunar que, segundo os pesquisadores, é maior do que o Coliseu de Roma. A estrutura, batizada de McGetchin, possui 222 metros de largura e chega a 43 metros de profundidade, o que a torna uma das maiores já identificadas recentemente na Lua.

A descoberta ocorreu após um cientista da agência espacial americana, Robert Wagner, realizar uma análise comparativa de imagens da superfície lunar distribuidas ao longo de anos. Segundo Wagner, ele percebeu uma área clara cercada por uma região escura em mapas feitos com diferentes capturas, o que levou à investigação mais detalhada. Ainda não há confirmação oficial, mas os dados indicam que essa cratera foi formada por um impacto de um objeto estimado entre o tamanho de um prédio de três a seis andares, e que esse impacto lançou material a mais de 100 quilômetros de distância, alterando o solo ao seu redor.

De acordo com fontes da própria NASA, o impacto ocorreu há aproximadamente um século ou até mais, sendo um evento pouco frequente na história lunar — estima-se que colisões dessa magnitude aconteçam cerca de uma vez por século ou menos. Além do tamanho, o impacto também provocou mudanças no regolito, camada de poeira e fragmentos que cobre a superfície lunar. Pesquisadores, como o especialista David Paige, compararam o fenômeno ao cultivo do solo, explicando que impactos dessa escala revolvem os sedimentos, deixando a camada de poeira mais solta e menos densa, o que, por sua vez, reduz sua capacidade de reter calor durante a ciclo diário lunar, levando a uma queda de até 9 °C nas regiões próximas à cratera à noite.

As imagens de alta resolução captadas posteriormente confirmaram as dimensões da cratera e permitiram um estudo mais aprofundado sobre os efeitos do impacto. Desde 2009, há registros de pelo menos mil novas crateras e cerca de 100 mil alterações na superfície lunar, muitas delas provocadas por impactos, que também movimentam constantemente o regolito. Os cientistas destacam que esse processo de revolvimento do solo ocorre a uma taxa maior do que o estimado anteriormente, com os dois primeiros centímetros do solo sendo mais agitados a cada 80 mil anos. Essa dinâmica faz com que as pegadas deixadas pelos astronautas das missões Apollo, por exemplo, possam não permanecer visíveis por tanto tempo quanto se pensava.

Segundo a equipe de pesquisadores, um dos próximos passos é calcular o risco de materiais enviados por futuros impactos atingirem possíveis bases humanas na Lua. Assim, as informações poderão ajudar na elaboração de estruturas mais resistentes a esses impactos, ampliando a segurança das missões espaciais. Ainda não há um pronunciamento oficial do governo ou de agências ligadas ao estudo, e a descoberta aguarda validação de outras fontes, pois, por enquanto, ela foi divulgada apenas pelo portal Olhar Digital, que ressaltou sua relevância para a ciência lunar.

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O que sabemos?

  • A cratera na Lua, chamada de McGetchin, mede 222 metros de largura e 43 metros de profundidade.
  • O impacto que criou a cratera lançou material a mais de 100 quilômetros de distância.
  • O impacto provavelmente aconteceu há cerca de um século ou mais.
  • Desde 2009, a NASA identificou pelo menos mil novas crateras na Lua.
  • O impacto alterou o regolito, afetando o armazenamento de calor da superfície lunar.

Fontes

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