Cientistas registram comportamentos inéditos de peixe nas profundezas do oceano
Descobertas revelam habilidades únicas de deslocamento e adaptações ao ambiente submarino profundo
Pesquisadores filmaram pela primeira vez um peixe raro no fundo do mar realizando movimentos complexos, como caminhar de costas e saltar. A espécie Scalicus engyceros apresenta adaptações comportamentais e físicas impressionantes, que ampliam o entendimento sobre biodiversidade nas profundezas.
Uma equipe de cientistas marinhos realizou uma gravação inédita de um peixe que habita as regiões mais profundas do oceano, na internet ainda não confirmada oficialmente. O protagonista da descoberta foi o Scalicus engyceros, uma espécie de peixe-corvo-armado conhecida desde o século XIX, mas que nunca tinha tido seus movimentos completos registrados até então. Segundo a fonte, os pesquisadores observaram o animal se deslocando pelo fundo do Mar do Sul da China, a uma profundidade de 351 metros, usando veículos subaquáticos, incluindo um submersível chamado Shenhaiyongshi, cujo nome significa "guerreiro das profundezas".
O que chamou atenção foi o comportamento do peixe, que além de caminhar de costas, também se move lateralmente como um caranguejo e executa saltos rápidos semelhantes aos de camarões quando se sente ameaçado. De acordo com Han Tian, cientista marinho da Universidade Sun Yat-sen e primeiro autor do estudo, "esses peixes que caminham abrigam muito mais adaptações comportamentais e evolutivas novas do que se imaginava anteriormente". A anatomia do Scalicus engyceros explica essa habilidade: suas nadadeiras peitorais possuem raios endurecidos que funcionam como pernas, facilitando seu deslocamento pelo sedimento do oceano profundo. Além disso, duas dessas nadadeiras se abrem lateralmente, formando um disco paralelo ao fundo marinho, o que ajuda na estabilidade tanto na caminhada quanto na natação.
Os pesquisadores também notaram que, na cabeça do peixe, há barbilhões ramificados que se projetam para os lados, semelhantes a um rastelo de jardim. Esses apêndices parecem ser utilizados para sentir o ambiente de forma quimicamente e fisicamente, ajudando o peixe a localizar alimento escondido no sedimento, além de detectar obstáculos. Apesar de possuir olhos grandes, o animal não reagiu às aproximações dos veículos nem ao feixe de luz, levantando uma questão: será que o Scalicus engyceros está perdendo a capacidade de visão por viver em zonas de escuro extremo? Ou ainda consegue se mover ocasionalmente para camadas de águas mais iluminadas, como a zona crepuscular?
As três espécies da mesma família, incluindo o Scalicus engyceros, compartilham um ancestral comum que viveu entre 60 e 70 milhões de anos atrás. O estudo aponta que observar esses animais vivos – e não apenas espécimes mortos, como é comum na prática tradicional – é fundamental para compreender suas adaptações e evolução. Como destaca Tian, "ao estudar animais de águas profundas em seu habitat natural, podemos obter insights mais precisos sobre a biodiversidade dessas regiões". Essa pesquisa, ainda sem confirmação de outras fontes, promete transformar a percepção científica sobre o que há nas profundezas oceânicas, regiões até então repletas de mistérios e espécies pouco conhecidas.
O que sabemos?
- Cientistas filmam peixe Scalicus engyceros no fundo do oceano pela primeira vez
- O peixe realiza movimentos como caminhar de costas, saltar e se mover lateralmente
- Ele possui nadadeiras que funcionam como pernas e barbilhões sensoriais
- O estudo foi feito na profundidade de 351 metros no Mar do Sul da China
- Apesar de olhos grandes, o peixe não reagiu às luzes dos veículos submersíveis
Fontes
- Olhar Digital fonte especializada




