Carros

Lada Niva enfrenta dificuldades no rali Transchaco do Paraguai em 1991

Em apuração ?

Pouco preparado para adversidades, veículo original quase fica preso na lama durante prova off-road

Lada Niva enfrentando lama durante o rali Transchaco em 1991
Imagem: Autoesporte

O pequeno Lada Niva, totalmente original, foi testado em uma das mais desafiadoras provas do off-road sul-americano, o rali Transchaco, no Paraguai. Mesmo com certa coragem, suas limitações ficaram evidentes frente a veículos mais potentes.

Segundo reportagem publicada em Autoesporte em novembro de 1991, o Lada Niva, veículo 4x4 de origem russa, foi levado para participar do rali Transchaco no Paraguai, uma prova conhecida pelos obstáculos severos e estradas de terra extremamente desafiadoras. A intenção inicial era testar as qualidades do carro diante das condições adversas, mas o que se viu foi uma combinação de coragem e fragilidade do modelo, que foi colocado à prova em uma trajetória indo até a Bolívia, aproximadamente 1.600 km de São Paulo.

O primeiro trecho de aproximadamente 123 quilômetros revelou o cenário de obstáculos: estradas com buracos, pontes de madeira mal conservadas e trilhas pontuadas por poeira e barro. Segundo testemunhas, uma das tentativas mais emblemáticas aconteceu quando o Niva tentou atravessar um trecho de lama, marcado por pneus de outros competidores. Com um paraguaio local apontando a direção, o carro foi o primeiro a encarar o lamaçal, sem visibilidade precisa, com o diferencial bloqueado e tração nas quatro rodas ativada.

Após três tentativas, o pequeno carro conseguiu passar por uma seção difícil. Na primeira tentativa, o Niva afundou e parou após poucos metros, precisando ser recuado com esforço. A segunda, com maior força, resultou em chacoalhões e ruídos de esforço, mas o carro conseguiu sair do outro lado. No entanto, esse apenas foi o primeiro desafio de muitos, pois logo veio a necessidade de acompanhar veículos significativamente mais potentes, como Toyota Celica, que passavam a mais de 200 km/h pelas trilhas.

Segundo relatos, o Niva tinha uma estrutura mais estreita do que uma moto e, muitas vezes, precisou recuar para fugir de obstáculos, incluindo vegetação agressiva com espinhos de até um palmo de comprimento. Enfrentando poeira que grudava no painel e poluição visual, o carro tentava acompanhar o ritmo acelerado dos competidores maiores, com as dificuldades de visão e o risco constante de danos à sua estrutura pouco resistente. Ainda não há confirmação de que o veículo tenha sofrido danos severos, mas fica evidente que sua performance foi marcada por limitações frente às expectativas iniciais.

Segundo fontes, o próprio autor do teste descreveu a experiência como uma "loucura total", reforçando a impressão de que o Niva, ao menos na versão original, não se mostrou preparado para o nível extremo do rali Transchaco. Ainda não foi divulgado se o pequeno veículo conseguiu completar a prova, e o clube organizador não se pronunciou oficialmente sobre o desempenho do carro ou eventuais resultados. O episódio evidencia as diferenças entre veículos de fábrica e os modelos preparados para competições desse porte, destacando a fragilidade do Niva diante de adversidades que parecem simples para máquinas mais robustas e equipadas.

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O que sabemos?

  • O Lada Niva foi testado no rali Transchaco, no Paraguai, em 1991.
  • O percurso incluía obstáculos como lama, barro e vegetação agressiva.
  • O carro tentou passar por uma seção de lama e precisou de várias tentativas para atravessar.
  • Os competidores utilizavam veículos de diferentes marcas, como Toyota, na mesma prova.
  • O veículo era totalmente original e não preparado especialmente para essa competição.

Fontes

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