URGENTE Brasil

Velório simbólico homenageia as vítimas do desabamento na Zona Leste de São Paulo

Em apuração ?

Famílias e amigos se reúnem para prestar últimas homenagens às seis vítimas do acidente ocorrido na Penha

Parentes e amigos participam de velório simbólico em frente ao imóvel atingido pelo desabamento na Penha
Imagem: G1

Na noite desta segunda-feira, parentes e amigos dos mortos participaram de uma cerimônia em frente ao imóvel atingido, uma semana após o desabamento que resultou em seis óbitos em São Paulo.

Na noite desta segunda-feira, parentes, amigos e moradores da região realizaram um velório simbólico em homenagem às seis vítimas do desabamento de um prédio na rua Tequeci, bairro Penha, na Zona Leste de São Paulo. A cerimônia aconteceu diante da casa atingida pelo incidente, que ocorreu no último sábado, dia 12, e resultou na morte de três mulheres, dois homens e uma menina de sete anos. Segundo informações de fontes da TV Globo e do g1 SP, oito pessoas estavam no imóvel na hora do desabamento, das quais duas foram resgatadas com vida, enquanto as demais não sobreviveram ao impacto.

Até o momento, a Secretaria da Segurança Pública confirmou que cinco das vítimas já foram identificadas, sendo que uma delas, um homem de nacionalidade paraguaia, teve seu corpo liberado até esta segunda-feira. A identidade da última vítima ainda não foi oficialmente confirmada. Ainda segundo a Secretaria, a tragédia reacendeu o debate sobre a segurança na construção civil na região, uma vez que o local possuía um histórico de fiscalização rígida por parte da prefeitura.

De acordo com a Prefeitura de São Paulo, o imóvel alvo do desabamento já havia sido alvo de diversas ações de fiscalização por parte da Subprefeitura Penha. Em 2021, uma ação judicial levou à solicitação de demolição de uma construção irregular no terreno, que na época recebeu multas, uma delas no valor de R$119 mil, além de uma ordem de interdição da obra. A construção havia solicitado um alvará em 2019, mas o pedido foi indeferido pelo município, que, na sequência, concedeu um alvará em agosto de 2023 para uma nova obra, condicionada à demolição da estrutura antiga, conforme documento emitido naquela época. Uma vistoria realizada em fevereiro de 2024 indicou que a demolição já tinha sido feita, mas, ainda assim, o prédio desabou. A prefeitura afirmou que a Polícia Civil está acompanhando o caso e que as investigações continuam para esclarecer as causas do incidente e identificar possíveis responsáveis.

Na esfera policial, a investigação aponta para a atuação de uma construtora responsável pelo prédio. Segundo fontes, o sócio oculto dessa construtora, Ronaldo Vivacqua, teve sua prisão temporária mantida após audiência de custódia. Ele é apontado pela polícia como participante ativo na administração da obra, embora não conste formalmente nos documentos oficiais das empresas envolvidas. Outros dois investigados também tiveram prisão decretada: Cristiano Vivacqua, filho de Ronaldo, considerado o responsável pelo projeto e execução da obra, e Isis Brandão, que aparece como proprietária da empresa responsável. Contudo, ambos permanecem foragidos até o momento. A delegada responsável afirmou que depoimentos de testemunhas e documentos antigos indicam que Ronaldo participava ativamente da construção, apesar de não figurar formalmente como sócio nos registros oficiais. A investigação continua para determinar todos os detalhes do caso e responsabilizar os envolvidos.

Publicidade

O que sabemos?

  • Vítimas do desabamento incluem uma menina de 7 anos, três mulheres e dois homens.
  • A construção tinha histórico de fiscalização e multas desde 2021.
  • A prefeitura autorizou uma nova obra em 2023 que deveria demolir a estrutura antiga.
  • Polícia investiga responsáveis, com prisão de sócio oculto mantida.
  • Investigações indicam que Ronaldo atuava na administração, embora sem registro formal.

Fontes

  • G1 imprensa
Publicidade