URGENTE Brasil

Candidato ao governo do RS destaca medo da população por enchentes e defende melhorias na reconstrução

Em apuração ?

Juliana Brizola aponta insegurança e questões de emergência climática no debate político local

Juliana Brizola em entrevista discutindo enchentes e crise climática no RS
Imagem: CNN Brasil

Durante entrevista à CNN Brasil, Juliana Brizola falou sobre os efeitos das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul e as ações necessárias para evitar futuras tragédias. Ela criticou a lentidão na liberação de recursos e a falta de coordenação entre os governos federal, estadual e municipais.

Durante uma entrevista ao CNN Brasil nesta segunda-feira (14), a candidata ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, destacou o temor crescente da população em relação às enchentes e eventos climáticos extremos que atingiram o estado em 2024. Segundo a ex-deputada estadual, essa insegurança é alimentada por uma falta de preparo governamental que contrasta com o aumento da frequência de desastres naturais na região.

Juliana afirmou que, após as enchentes de 2024, o medo do gaúcho se intensificou, especialmente diante de eventos como tempestades, ciclones e o fenômeno conhecido como 'bomba de ciclone'. Ela afirmou ainda que muitas obras de reconstrução passam por dificuldades devido à complexidade, mas criticou a ausência de protocolos claros, principalmente nos sistemas de monitoramento climático. Segundo ela, o Rio Grande do Sul é atualmente o estado mais afetado por mudanças climáticas no Brasil.

A candidata também abordou as dificuldades de articulação entre os diferentes níveis de governo, destacando que as diferenças ideológicas dificultam a cooperação e atrasam o repasse de verbas federais destinadas à recuperação. Ela lamentou que apenas um dos planos de reconstrução tenha sido enviado a Brasília, o que resultou na liberação de recursos, e destacou que isso poderia ter sido feito de forma mais ágil se houvesse maior entendimento e cooperação entre as instâncias governamentais.

Juliana sugeriu, ainda, a ampliação do Funrigs (Fundo do Plano Rio Grande), criado especificamente para centralizar os recursos de reconstrução. Ela revelou que conversou com o presidente Lula para obter uma prorrogação do fundo por mais dois ou três anos, gestos considerados essenciais para dar fôlego às ações de recuperação. O prazo atualmente estabelecido prevê que todos os projetos financiados por ele sejam concluídos até maio de 2027, mas a candidata defende um adiamento dessa data para dar mais tempo às obras e a implementação de medidas preventivas.

Publicidade

Ao reforçar a necessidade de ações rápidas e transparentes, Juliana pediu maior agilidade na apresentação de projetos à União e alertou que muitos processos ainda não avançaram, agravando o sentimento de insegurança na população. A candidata também criticou a politização do tema, destacando a desconexão entre o governo federal e os estaduais devido a diferenças ideológicas, o que prejudica o desenvolvimento de políticas eficazes contra as mudanças climáticas e suas consequências no território gaúcho.

A entrevista integrou uma série de sabatinas realizadas pela CNN Brasil com os principais candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, incluindo Gabriel Souza, Marcelo Maranata e Luciano Zucco, transmitida pelo YouTube e exibida na televisão. Essas ações visam esclarecer as propostas dos concorrentes e estimular o debate público sobre os desafios ambientais e sociais que o estado enfrenta atualmente.

Publicidade

O que sabemos?

  • Juliana Brizola falou sobre os medos da população do RS após as enchentes de 2024
  • Ela critica a lentidão na liberação de recursos federais para recuperação
  • A candidata sugere a prorrogação do Funrigs por mais dois ou três anos

Fontes

Publicidade