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Universidades do RS registram prejuízos superiores a R$ 4,8 milhões após forte temporal

Em apuração ?

Danos atingem campus de Pelotas, Rio Grande e outras unidades federais no sul do Rio Grande do Sul

Construções danificadas após temporal em campus do RS
Imagem: Folha de S.Paulo

O temporal que atingiu o sul do Rio Grande do Sul na última semana causou prejuízos significativos às instituições federais de educação, com estimativa inicial de R$ 4,8 milhões em danos. Os eventos climáticos extremos prejudicaram diversas unidades, incluindo escolas técnicas, laboratórios e moradias estudantis.

Segundo fontes ainda não confirmadas oficialmente, o forte temporal ocorrido na madrugada de segunda-feira (21) no sul do Rio Grande do Sul provocou uma série de danos às universidades e institutos federais da região. A estimativa inicial de prejuízos chega a pelo menos R$ 4,8 milhões, levando em consideração os estragos em diferentes campi. Destacam-se os impactos em Pelotas, onde os prejuízos atingem R$ 2,1 milhões, principalmente no campus local, que possui prédios com destelhamentos, salas de aula danificadas, laboratórios e o CTG (Centro de Tradições Gaúchas). A diretora-adjunta do campus Pelotas afirmou que “é necessário R$ 2,1 milhões para a recuperação emergencial dos prédios afetados”.

O campus Visconde da Graça, também em Pelotas, estima prejuízos na casa de R$ 720 mil, com danos a cinco estufas, quatro aviários, além do colapso de um pavilhão de zootecnia e queda de árvores de grande porte. Segundo a fonte, essa mesma unidade havia sido atingida por eventos climáticos no início de agosto, após um ciclone. Em Rio Grande, os danos ainda não totalmente quantificados, mas já estimados em cerca de R$ 1 milhão, afetaram nove prédios, com problemas como forros, pisos, pinturas e instalações elétricas prejudicadas, além de desabamentos parciais de telhado em salas de laboratórios de informática. O diretor do campus local afirmou que a reitoria já entrou em contato com o Ministério da Educação para pedir auxílio emergencial.

Já a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) também enfrenta dificuldades para calcular o prejuízo total, mas já solicitou ao MEC apoio prioritário. A universidade recebeu, em agosto, R$ 2,5 milhões da pasta para reforçar sua infraestrutura diante de eventos climáticos intensos. A UFPel destacou que este é o terceiro evento climático extremo registrado na região nos últimos 45 dias, o que, segundo eles, torna a situação preocupante. A unidade de Capão do Leão, em zona mais afastada, sofre danos severos no Hospital de Clínicas Veterinárias e nas moradias estudantis. Ainda não há confirmação oficial sobre todas as perdas, e o cenário indica que os prejuízos podem se elevar com o tempo.

Esses episódios reforçam a vulnerabilidade das instituições de ensino federal no Estado frente às mudanças climáticas e eventos extremos, levantando debates sobre a necessidade de planejamento e recursos adicionais para evitar que futuras intempéries causem danos ainda maiores. Enquanto o órgão responsável não se pronuncia oficialmente, o impacto na infraestrutura e na formação de estudantes é considerado significativo, deixando uma marca duradoura na educação do Sul gaúcho.

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O que sabemos?

  • O temporal causou danos estimados em pelo menos R$ 4,8 milhões às unidades federais de ensino no RS.
  • Nove campi do IFSul em Pelotas sofreram prejuízos, incluindo destelhamentos, danos a laboratórios e árvores derrubadas.
  • O campus Pelotas precisa de R$ 2,1 milhões para a reconstrução emergencial.
  • O Câmpus Visconde da Graça tem prejuízos na faixa de R$ 720 mil, com danos a aviários, estufas e pavilhões.
  • Em Rio Grande, os danos são estimados em R$ 1 milhão, afetando prédios e equipamentos, incluindo computadores.

Fontes

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