Caso de raio fatal na praia de Garopaba remete a tragédias passadas no Brasil
Uma viagem de férias em 1997 terminou em tragédia após choque elétrico causado por raio, revelando o perigo dos raios na costa brasileira.
Em dezembro de 1997, uma empresária e dois amigos morreram após serem atingidos por um raio na praia de Garopaba, Santa Catarina. O episódio reforça a vulnerabilidade do Brasil a tempestades elétricas frequentes no litoral.
Segundo relato de Gisely Bolanho, empresária que na época tinha 23 anos, uma tarde de sol e calor na praia de Garopaba, Santa Catarina, se transformou em uma tragédia devido a um raio que atingiu o grupo dela e seus amigos. Gisely conta que, naquela ocasião, ela, seu namorado, Cristian Duran, de 27 anos, e uma amiga, Aparecida Edileusa, de 34 anos, estavam sentados na areia, já se preparando para guardar suas pranchas de surfe, quando o tempo começou a mudar de forma repentina.
De acordo com ela, "era um dia de sol e muito calor, mas começaram a surgir algumas nuvens pesadas e ventava muito". Ainda segundo relato, ela lembra que o grupo começou a recolher os objetos quando foi atingido pelo raio, numa fração de segundo que pareceu durar horas, cheio de dor, choque e uma sensação de quebra de ossos. Ela descreve: "Eu me lembro de ver tudo acontecendo. Só não sabia o que era. Naqueles segundos, que viraram horas, parecia que tudo ocorreu em câmera lenta. O choque, a dor, a quebra de ossos no meu corpo e a minha queda na areia". Nesse momento, ela relata também que teve a sensação de que o ar estava acabando e que não conseguia mais respirar, desmaiando logo após.
O impacto foi fatal para Cristian Duran e Aparecida Edileusa, que, segundo notícias da época, sofreram queimaduras generalizadas pelo corpo e parada cardiorrespiratória. Ainda não há confirmação oficial do número exato de vítimas, mas essas informações vêm de relatos de fontes não identificadas na época, destacando a gravidade do evento.
Este episódio remete a uma discussão mais ampla sobre os riscos que os raios representam para o Brasil, que é um dos países com maior número de registros de descargas elétricas atmosféricas. Segundo estudos, a combinação de clima tropical, litoral extenso e alta incidência de tempestades torna o território brasileiro particularmente vulnerável a esses fenômenos naturais. Especialistas apontam que o país registra uma alta média de raios por ano, o que reforça a necessidade de medidas preventivas durante épocas de tempestades. Ainda assim, casos trágicos como o de Garopaba ilustram a vulnerabilidade das pessoas expostas ao ar livre em situações de alta incidência de raios.
Até o momento, o clube ou qualquer órgão responsável pela segurança na praia de Garopaba não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido. Pesquisas indicam que, apesar da frequência de tempestades, muitos locais na costa brasileira não possuem campanhas de conscientização ou medidas de proteção adequadas para prevenir novas tragédias. Assim, o episódio de 1997 serve como alerta para a necessidade de atenção redobrada em praias e áreas de exposição durante chuvas e tempestades elétricas, que infelizmente ainda representam risco para frequentadores do litoral brasileiro.
O que sabemos?
- Um grupo de turistas foi vítima de raio na praia de Garopaba em dezembro de 1997.
- Gisely Bolanho, na época com 23 anos, sobreviveu, mas ficou ferida.
- Seu namorado, Cristian Duran, e uma amiga, Aparecida Edileusa, morreram na hora.
- As vítimas tiveram queimaduras e parada cardiorrespiratória, segundo notícias da época.
- O episódio revela a vulnerabilidade do Brasil às tempestades elétricas na costa.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





