Brasil participa da construção de telescópio que promete revolucionar a observação do Universo
Projeto no Chile deve ampliar significativamente capacidade de explorar o cosmos
O Telescópio Gigante de Magalhães, com participação brasileira, está em fase de construção no deserto do Atacama. Segundo fontes, ele poderá ser até 200 vezes mais potente que os atuais maiores telescópios.
Na sexta-feira (25), o programa Olhar Espacial destacou um projeto internacional de grande impacto na astronomia, que conta com o apoio do Brasil na sua fase de construção: o Telescópio Gigante de Magalhães (GMT), localizado no deserto do Atacama, no Chile. Ainda não confirmada oficialmente, a participação brasileira é representada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e envolve pesquisadores e instituições nacionais atuando no desenvolvimento de instrumentos que integrarão o gigantesco equipamento. Segundo informações da fonte única, o GMT será formado por sete espelhos primários de 8,4 metros de diâmetro cada, que juntos formarão uma superfície coletora equivalente a um único espelho de 25,4 metros, tornando-o até 200 vezes mais potente que os melhores telescópios atuais.
De acordo com a apresentação do projeto, essa capacidade ampliada permitirá explorar o universo com detalhes até então inéditos, podendo revelar características de objetos distantes e revelar fenômenos que hoje permanecem invisíveis ou pouco compreendidos. O objetivo, ainda segundo a fonte, é avançar em questões fundamentais da astronomia, como a formação de galáxias, as lentes gravitacionais e a própria cosmologia observacional. O coordenador de Difusão Científica do GMT Brasil, pesquisador da Universidade de São Paulo, destacou que o GMT trará uma evolução significativa para a pesquisa no Brasil e no mundo, por sua potência e precisão.
O projeto, liderado por um consórcio internacional, contempla também desafios técnicos de tamanha complexidade. Para isso, equipes brasileiras atuam na elaboração de instrumentos, sistemas ópticos, mecânicos, eletrônicos e de software, com o intuito de inserir a indústria nacional em uma cadeia de produção de alta tecnologia. Ainda não há uma previsão oficial de conclusão da construção, mas a expectativa é que o avanço no projeto possa transformar a capacidade brasileira de observação espacial em escala mundial. A importância do GMT está, principalmente, na possibilidade de desvendar aspectos do universo que até hoje permanecem um mistério, além de impulsionar o desenvolvimento científico e tecnológico no país.
Por enquanto, o site do projeto e os órgãos envolvidos ainda não confirmaram oficialmente todas as etapas e prazos, o que é comum em projetos de tamanha escala internacional. O que se sabe é que a instalação do telescópio no deserto do Atacama, uma das regiões mais secas e altas do planeta, foi escolhida pelo seu clima seco, que favorece a observação astronômica longe de interferências atmosféricas.
O que sabemos?
- O GMT está sendo construído no deserto do Atacama, Chile.
- Participação brasileira é liderada pela FAPESP.
- O telescópio terá sete espelhos de 8,4 m cada, formando uma superfície de 25,4 m de diâmetro.
- De acordo com a fonte, será até 200 vezes mais potente que os atuais maiores telescópios.
- Ainda não há confirmação oficial de todas as etapas ou datas de conclusão.
Fontes
- Olhar Digital fonte especializada





