Terremotos no Panamá deixam moradores nas ruas e causam grandes danos
Altos tremores de magnitudes 7,7 e 6,6 provocam desabamentos e medo entre residentes do país
Moradores do Panamá passaram a noite nas ruas após fortes terremotos na sexta-feira, que causaram desabamentos, rachaduras e danos em construções. Ainda não há confirmação oficial se há vítimas fatais, mas os efeitos foram intensos.
Moradores de várias regiões do Panamá passaram a madrugada na rua, assustados com os fortes terremotos que sacudiram o país na última sexta-feira. Segundo informações da fonte única, as tensões sísmicas de magnitudes 7,7 e 6,6 provocaram uma série de desabamentos, rachaduras em estradas e estruturas de edifícios, além de levar à evacuação de várias pessoas de seus imóveis.
O epicentro do terremoto principal foi localizado a cerca de 10 quilômetros de Pitaloza Arriba, na província de Herrera, a uma profundidade de aproximadamente 10 quilômetros, conforme o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O abalo foi sentido até na Colômbia, demonstrando a intensidade do movimento e sua abrangência. Ainda conforme informações da mesma fonte, dezenas de tremores secundários ocorreram ao longo do dia, incluindo abalos de magnitude 5,8, 5,5 e 5,2, que agravaram o clima de insegurança e incerteza em diversas regiões.
Nas cidades afetadas, há relatos de danos em igrejas, prédios governamentais e hotéis. Em Penonomé, a cerca de 150 km da capital, a catedral local entrou parcialmente em colapso. Na cidade histórica de La Villa de Los Santos, uma igreja reconhecida como Patrimônio Nacional também desabou. Ainda segundo a fonte, dezenas de residências ficaram seriously afetadas; uma idosa de 90 anos, identificada como Tony Jiménez, contou que passou a noite sob uma tenda após sua casa ter desabado parcialmente. "Em meus 90 anos, nunca vivi nada parecido. Foi intenso, verdadeiramente intenso", disse ela à agência de notícias.
Embora os efeitos tenham sido severos, não há confirmação oficial de vítimas fatais até o momento, e as autoridades do país ainda avaliam os danos e orientam moradores sobre quando poderão retornar às suas casas. As equipes de emergência realizam inspeções em infraestruturas, incluindo o aeroporto internacional de Tocumen, que suspendeu temporariamente suas operações após o primeiro terremoto, mas retomou os serviços na mesma sexta-feira. O Canal do Panamá, por sua vez, continuou operando normalmente, segundo informou a administração, que também está verificando possíveis impactos estruturais.
Países no entorno, como a Colômbia, também relataram a sensação do movimento, e a região do Panamá está situada próxima ao chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma área de grande atividade sísmica que inclui as placas tectônicas de Cocos, Nazca e Caribe. Essa atividade constante de movimento das placas é responsável pelo acúmulo de energia que, ao ser liberada, provoca os terremotos. O último terremoto de grande magnitude a causar danos ao Panamá foi registrado em 1991, na Costa Rica, com uma vítima de 23 pessoas e milhares de desabrigados na fronteira do país, conforme dados de uma fonte().
O que sabemos?
- Dois terremotos de magnitudes 7,7 e 6,6 sacudiram o Panamá na sexta-feira.
- Moradores passaram a noite nas ruas por medo de réplicas e desabamentos.
- Danos incluem desabamentos de igrejas e prédios históricos, além de rachaduras em estradas.
- Até o momento, não há confirmação de mortes, apenas relatos de prejuízos.
- Equipes de emergência ainda avaliam os danos e inspecionam as infraestruturas.
Fontes
- G1 imprensa





