Seca associada ao El Niño aumenta risco de incêndios na Amazônia, aponta Nasa
Cientistas alertam para uma temporada de queimadas mais severa na região por causa da estiagem histórica
A Nasa revelou que a seca causada pelo El Niño de 2023 deixou a Amazônia mais propensa a incêndios. Satélites detectaram aumento de fumaça e fogo, especialmente em Manaus e Santarém, com previsão de agravamento até o próximo ano.
Segundo fonte da Nasa, a seca provocada pelo fenômeno climático El Niño de 2023 já está resultando em uma maior probabilidade de incêndios na Amazônia. Imagens de satélites têm mostrado aumentos consideráveis em fumaça e origem de fogo na região, levando à deterioração da qualidade do ar, especialmente em Manaus, onde a fumaça fez com que escolas e universidades suspendessem as atividades ao ar livre. O cientista Douglas Morton, da Nasa, explicou que o padrão atual de incêndios é uma cascata de queimadas que começou no interior dos trópicos e que, segundo estudos anteriores, foi semelhante ao registrado no forte episódio de 2015-16, também ligado ao El Niño. Morton destaca que a seca do ano de 2023 foi histórica na região, com rios secando e comunidades isoladas, disseminando impactos econômicos e sociais, uma vez que o transporte fluvial é essencial na Amazônia. Ele alertou que, entre novembro e dezembro, há expectativa de aumento de fogo em regiões do norte do Brasil, como Roraima, paraense, além de áreas no Amapá e países vizinhos, como Venezuela, Guiana e Suriname. Morton também mencionou riscos de ocorrência de incêndios mais ao sul na Amazônia e no Paraguai em agosto e setembro do próximo ano. Ainda de acordo com ele, a atividade de fogo na região raramente ocorre por causas naturais, como raios, sendo majoritariamente causada por ações humanas, incluindo queimadas para limpeza de terras e atividades ilegais de desmatamento. Ele reforçou a frustração ao afirmar que o que está acontecendo novamente é "impressionante e frustrante" e que, dadas as condições, a estação promete ser longa e severa. A situação reforça a importância de esforços para evitar queimadas humanas em uma região que representa uma porção crucial do equilíbrio ambiental mundial.
O que sabemos?
- A seca associada ao El Niño de 2023 atingiu níveis históricos na Amazônia.
- Satélites detectaram aumento de fumaça e incêndios na região.
- Manaus teve a qualidade do ar comprometida, levando à suspensão de aulas e atividades ao ar livre.
- O padrão de incêndios se assemelha ao do El Niño de 2015-16, com risco de piora.
- Previsões indicam aumento de focos de fogo em novembro, dezembro, e riscos futuros para o próximo ano.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





