Seca atinge 100% do Maranhão pela primeira vez desde fevereiro de 2026
Fenômeno severo impacta toda a extensão territorial do estado, segundo dado divulgado pela ANA
A seca chegou a afetar toda a área do Maranhão em setembro de 2026, marcando o pior estágio desde início do ano. O avanço é um reflexo do agravamento da crise hídrica na região Nordeste, que registra o maior percentual de áreas afetadas no Brasil.
Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em relatório divulgado nesta segunda-feira (19), o Maranhão registrou pela primeira vez desde fevereiro de 2026 uma seca que atingiu 100% de seu território. A informação confirma uma piora significativa na crise de seca que afeta a região Nordeste, que, em setembro, atingiu 96% de sua área, segundo o monitor da ANA. O aumento de 17 pontos percentuais na extensão afetada no estado foi confirmado pelos dados mais recentes. Antes, em agosto, a seca atingia 83% do território maranhense.
Embora o avanço da seca tenha sido expressivo em termos de área, a intensidade da condição permaneceu relativamente estável, com pouco mais de 4% do Maranhão apresentando secas moderadas. Isso indica que, apesar do crescimento na área afetada, a gravidade do fenômeno na maior parte do estado ainda não se agravou. Ainda assim, esta é a condição mais severa registrada no Maranhão desde o início do ano, uma mudança preocupante que contribui para o quadro de crise hídrica na região.
Na análise do Monitor de Secas, ferramenta coordenada pela ANA, verifica-se que o fenômeno se manifesta de forma especialmente grave na região Nordeste, que em setembro concentrava 96% de sua área afetada. Outros estados nordestinos, como Alagoas, Piauí e Sergipe, também apresentaram seca em 100% de seus territórios, ao lado do Maranhão. Pernambuco, por sua vez, destacou-se pelo agravamento da seca grave, que passou de 28% para 74%, entre agosto e setembro. O cenário nacional também mostra a expansão da seca, que atingiu 75% do território brasileiro, enquanto o Centro-Oeste e o Sudeste tiveram redução na área afetada. Vale ressaltar que os três estados da região Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — continuam livres do fenômeno.
O Monitor de Secas, criado pela ANA, acompanha mensalmente a evolução do fenômeno usando indicadores climáticos e seus impactos. Essa ferramenta é fundamental para orientar políticas públicas e ações de enfrentamento à crise hídrica no Brasil.
O que sabemos?
- Seca atingiu 100% do Maranhão em setembro de 2026.
- Foi a primeira vez desde fevereiro que o estado registra seca em toda sua extensão.
- A seca no Maranhão aumentou de 83% para 100% entre agosto e setembro.
- A intensidade da seca permanece estável, com pouco mais de 4% do território com seca moderada.
- Nordeste registra 96% de sua área afetada pela seca em setembro, o maior percentual do país.
Fontes
- G1 imprensa





