Morte de comerciante na Mooca marca despedida de uma fase da vida local
André, que tinha 69 anos, faleceu após cirurgia de transplante de fígado, deixando um legado na comunidade
André Braga, conhecido comerciante da Mooca e apaixonado pelo bairro, morreu na última sexta-feira após complicações em cirurgia de transplante de fígado. A sua história reflete a ligação profunda com a região e sua trajetória familiar.
Na última sexta-feira, a comunidade da Mooca enfrentou uma perda significativa com a morte de André Braga, um comerciante conhecido na região e que completaria 70 anos neste domingo. Segundo informações ainda não oficializadas, André faleceu devido a complicações decorrentes de uma cirurgia de transplante de fígado realizada no Hospital São Paulo, há cinco dias. A notícia veio como um choque para familiares, amigos e moradores do bairro, que ressaltaram sua forte ligação com a história local.
Andre nasceu no final de outubro de 1956, e sua trajetória de vida foi marcada por uma conexão intensa com o bairro onde cresceu e trabalhou. Segundo relatos de familiares, ele era considerado uma pessoa amorosa, que sempre valorizou a família e os amigos. Seus parentes descrevem-no como alguém que sempre tinha um sorriso no rosto, além de uma capacidade especial de improvisar e negociar, características que consideram o diferencial em suas atividades comerciais.
O comerciante começou operando no mercado de sucata e ferro-velho, negócios tradicionais na Mooca. Com o tempo, migrou para o ramo de veículos usados, administrando uma loja na Via Expressa, ao lado do filho Arturo. Segundo Arturo, André tinha uma habilidade única para lidar com clientes, cuja experiência e jeito decidido acabavam garantindo a satisfação de quem buscava negociar um carro ou uma peça, além de transformar clientes em verdadeiros amigos.
André era casado com Rosa e tinha dois filhos: Arturo e Bruna. Arturo, que também atua no ramo de veículos, recorda com admiração o pai, destacando sua capacidade de improviso e o amor pela comunidade local. Bruna lembra que seu irmão tinha uma paixão doentia pelo Palmeiras e que sua alegria predominante era reunir a família, contando histórias e ouvindo as dos outros, muitas vezes envolvendo o bairro e suas tradições.
Ele tinha uma vida ativa de convidados na Igreja de São Rafael, frequentou escolas na região, e foi goleiro do time Mônaco. Além disso, André foi um dos fundadores da Escola de Samba Unidos da Mooca, reforçando seu envolvimento com as tradições culturais do bairro. Sua morte deixa não apenas uma lacuna na vida dos seus familiares, mas também uma parte da história da Mooca, bairro que o batizou com seu DNA.
De acordo com a fonte, ainda aguardam confirmações oficiais de outras instituições ou familiares, uma vez que as informações da Folha de S.Paulo, que divulgou a notícia, ainda não foram oficialmente confirmadas por outros veículos ou pela família. A comunidade, no entanto, já demonstra pesar pela perda de uma figura tão emblemática e querida, símbolo de uma época e de uma história que continuará viva nas lembranças de todos que compartilharam momentos com André Braga.
O que sabemos?
- André faleceu após cirurgia de transplante de fígado.
- Ele tinha 69 anos e completaria 70 neste domingo.
- Morador e comerciante tradicional da Mooca, atuava com sucata e veículos usados.
- Era apaixonado pelo Palmeiras e fundador da Escola de Samba Unidos da Mooca.
- Deixou esposa, dois filhos e neto, além de uma forte ligação com o bairro.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





