Operações de combate a incêndios no Amazonas mobilizam mais de 1 milhão de litros de água
Esforço do governo federal reforça esforços diante da crise de fogo na região
Desde 10 de outubro, aeronaves federais lançaram mais de 1,1 milhão de litros de água para conter incêndios florestais no Amazonas. Autoridades anunciam novas ações e apoio ao estado.
Desde o dia 10 de outubro, as operações de combate a incêndios no Amazonas vêm mobilizando um esforço significativo do governo federal, com o uso de aeronaves que lançaram mais de 1,1 milhão de litros de água em áreas atingidas. Segundo informações do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), as ações envolvem 13 aeronaves, incluindo aviões e helicópteros, além de equipes terrestres qualificadas e apoio de órgãos como o Ibama, ICMBio, Força Aérea Brasileira (FAB) e Força Nacional. Ao todo, essas operações somaram cerca de 390 horas de voo, com 369 lançamentos de água, para tentar controlar os quase 548 focos de calor detectados na período, que diminuiu em relação às semanas anteriores.
Entre os equipamentos utilizados na operação, destacam-se os aviões KC-390, da FAB, equipados com o Sistema Modular Aerotransportável de Combate a Incêndios (MAFFS), capaz de lançar milhares de litros em poucos segundos. Segundo fontes do governo, um único lançamento pode atingir mais de 10 mil litros de água, ajudando a controlar incêndios em áreas de difícil acesso. Além das operações aéreas, equipes de terra, compostas por brigadistas, bombeiros e militares, atuam com o apoio de quase 60 veículos e nove embarcações que monitoram e transportam equipes e equipamentos.
Na tarde do domingo (18), o governo federal anunciou a instalação de uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas, prevista para esta terça-feira (20), além de uma instalação de um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas na capital do estado, Manaus, que terá a função de coordenar as ações militares na região. Conforme divulgado, também há esforços para ampliar o apoio financeiro aos municípios afetados e mobilizar órgãos de segurança na investigação de possíveis crimes relacionados ao uso do fogo, que está proibido por decreto estadual durante a emergência.
Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontaram que, entre 12 e 18 de outubro, o Amazonas registrou 548 focos de calor, uma redução de 470 casos em relação aos sete dias anteriores. Itacoatiara foi o município com maior número de registros, com 59 focos, seguido por Autazes, com 46, e Boa Vista do Ramos, com 39. Ainda que os números tenham apresentado uma melhora, as autoridades permanecem em alerta, reforçando a necessidade de combater o fogo de forma coordenada e eficiente, sobretudo em uma época de seca prolongada.
O uso de fogo, durante esse período de emergência, é estritamente proibido no estado, sob pena de responsabilização para quem descumprir a medida, de acordo com a Secretaria de Meio Ambiente. Ainda não há confirmação sobre a origem dos incêndios, e o governo federal anunciou que investigará possíveis crimes relacionados às queimadas, embora essas informações ainda aguardem confirmação oficial. As ações reforçam o esforço conjunto das forças nacionais e estaduais para mitigar os efeitos do fogo e proteger a biodiversidade e as comunidades locais.
O que sabemos?
- Aeronaves federais lançaram mais de 1,1 milhão de litros de água desde 10 de outubro no Amazonas.
- 13 aeronaves estão envolvidas, incluindo aviões, helicópteros e KC-390.
- São cerca de 390 horas de voo e 369 lançamentos de água nas operações.
- Foram extintas 337 ocorrências de incêndio até o momento.
- Medidas recentes incluem instalação de uma base do SUS e uma força militar coordenada na região.
Fontes
- G1 imprensa





