Pará lidera dados alarmantes de incêndios no Brasil em 2026
Estados registram aumento expressivo de focos ativos, especialmente no Norte
Dados do INPE apontam que o Pará concentra mais de 38% dos focos de incêndio ativos no país nas últimas 48 horas. O estado também lidera o acumulado anual, com mais de 19 mil ocorrências até agora.
Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Pará é o estado brasileiro que apresenta o maior número de focos de incêndio ativos nas últimas 48 horas, com 469 focos registrados. Esses números colocam o Pará como protagonista em um cenário que preocupa especialistas em meio ambiente e saúde pública, já que uma grande parte das queimadas ocorre na região Norte do país, especialmente na sua vasta floresta amazônica.
Além do período de duas dias, o estado também lidera o ranking de focos de incêndio ao longo do mês de outubro, com um total de 7.309 casos. Este volume é bastante superior ao registrado na segunda colocada, a Bahia, que soma 2.397 ocorrências. No acumulado do ano, o Pará já contabiliza 19.027 focos de incêndio, quase o dobro do segundo colocado, Mato Grosso, que registra 9.879 incidentes até o momento.
Os números indicam que, em apenas 19 dias de outubro, o estado já representa 62,37% de todos os incêndios registrados nos 273 dias do ano até agora. Especialistas alertam que essa situação é agravada pelo fato de que, normalmente, os meses de inverno e primavera — como agosto e setembro — concentram a maior quantidade de focos, com médias de 28,5% e 22,9%, respectivamente. O mês de outubro, contudo, ultrapassa a média, com uma porcentagem de 10,2% de focos, mesmo ainda não tendo terminado.
Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a área de seca moderada no estado subiu de 13% para 22%, marcando a condição mais severa de estiagem desde janeiro de 2025 na região. Essa seca contribui para a maior incidência de incêndios e a dificuldade de controle sobre as queimadas, que têm potencial de causar danos irreversíveis ao bioma e à saúde da população, especialmente pelo aumento de fumaça na atmosfera. Apesar de uma força-tarefa envolvendo municípios, o governo estadual e federal ter conseguido reduzir os focos no Amazonas, cidades como Manaus continuam sofrendo com os efeitos da fumaça, que provoca complicações respiratórias e agrava o quadro de queimadas na região.
Considerando o cenário mais amplo, o Pará já acumula 19.027 incêndios em 2026, mais do que o dobro do que registra o Mato Grosso, que soma 9.879 incidentes. Ainda não estamos no final do mês, e as projeções indicam que os focos podem aumentar ainda mais até o encerramento de outubro, mês que até agora já apresenta o pior registro do ano. Especialistas destacam a necessidade de ações de emergência para conter essa onda de incêndios, cuja origem ainda não está completamente esclarecida, mas que preocupa por seu impacto ambiental e social.
O que sabemos?
- Pará tem o maior número de focos de incêndio ativos no Brasil em 2026, com 469 focos nas últimas 48 horas.
- No mês de outubro, o Pará lidera com 7.309 focos, representando mais de 62% do total do ano até agora.
- O estado já acumulou 19.027 incêndios ao longo do ano, mais do que o dobro do segundo colocado, Mato Grosso, que tem 9.879.
- Embora exista uma força-tarefa de combate aos incêndios no Amazonas, fumaça ainda afeta a cidade de Manaus e outros municípios.
- Dados indicam que a seca no Pará atingiu 22% de sua área, o que favorece a propagação de queimadas.
- A média histórica mostra que meses de inverno e primavera costumam concentrar maior número de focos, mas outubro apresenta números acima da média.
- Ainda não há confirmação oficial sobre as causas específicas dessas queimadas nem se há áreas de foco criminoso ou natural.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





