Azul projeta retorno mais lento devido aos custos elevados de combustível
Companhia mantém estratégia cautelosa enquanto prevê redução na capacidade até 2026
A Azul indica que sua recuperação no mercado aéreo será mais demorada, afetada pelos altos preços do combustível, e estima uma capacidade 5% menor em 2026.
Numa conferência organizada pela Associação de Transporte Aéreo da América Latina e do Caribe, o diretor financeiro da Azul, Antonio Carlos Garcia, revelou que a companhia aérea prevê uma recuperação mais lenta do que o inicialmente esperado. Segundo Garcia, os custos com combustível continuam pressionando as margens de lucro da empresa, mesmo após a Azul ter saído da recuperação judicial no início deste ano, sob o Chapter 11, procedimento dos Estados Unidos para reestruturar empresas em dificuldades financeiras. A partir do que foi declarado, a companhia permanece adotando um plano de crescimento cauteloso, com uma expectativa de que a capacidade total de operações seja aproximadamente 5% menor em 2026 em relação ao ano anterior. Essa estratégia já tinha sido adotada antes da recente alta mundial nos preços do combustível, que tem impacto direto na aviação. Garcia destacou ainda que a recuperação do setor está ocorrendo em estágio mais tardio, apontando que o cronograma pode se estender em um ano ou mais, caso os preços do petróleo e derivados permaneçam elevados. A Azul também responsabilizou a alta dos combustíveis pela redução de mais de 10% na capacidade operada no segundo trimestre de 2023 em relação ao mesmo período do ano passado, e que uma retomada de crescimento mais modesto deve começar a partir do quarto trimestre deste ano, tentando recuperar o terreno perdido devido às pressões financeiras. A previsão de que os esforços de expansão continuem com cautela evidencia a preocupação da companhia em manter a saúde financeira diante do cenário global de custos elevados, que ainda não mostrou sinais de melhorias significativas, segundo a própria fonte da reportagem.
O que sabemos?
- Azul prevê recuperação mais lenta devido a custos elevados de combustível
- Empresa espera encerrar 2026 com capacidade 5% menor do que em 2022
- Saída da recuperação judicial no início do ano não afastou os desafios financeiros
- Capacidade no segundo trimestre caiu mais de 10% em relação ao ano anterior
- A retomada de crescimento deve ocorrer a partir do quarto trimestre de 2023
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





