Brasil

Parceria entre Brasil e Japão pode impulsionar exploração de terras raras no país

Informações checadas ?

Aclara Resources e organização japonesa firmam acordo para desenvolvimento de mineradoras no Brasil, com foco em terras raras

Mapa do Brasil com representação de minerais e logotipo de parceria internacional
Imagem: UOL Notícias

A Aclara Resources anunciou uma joint venture com a JOGMEC, entidade do governo japonês, para explorar depósitos de terras raras em argilas iônicas no Brasil. O acordo inclui financiamento de até US$ 3 milhões, podendo chegar a US$ 4,5 milhões, e possibilidades de participação na produção.

Nessa segunda-feira (7), a mineradora Aclara Resources revelou a assinatura de um acordo com a JOGMEC, a Organização Japonesa para Segurança de Metais e Energia, que é vinculada ao governo do Japão. Segundo a empresa, o documento trata de uma joint venture voltada à exploração e desenvolvimento de depósitos de terras raras pesadas em argilas iônicas no Brasil, uma área considerada estratégica para a produção desses minerais, essenciais para tecnologias modernas como eletrônicos e energias renováveis.

De acordo com a Aclara, o projeto não inclui o seu ativo principal, conhecido como Projeto Carina, localizado em Goiás. Este ficará sob controle exclusivo da companhia, sem participação da parceria japonesa. Ainda assim, a parceria contempla um investimento inicial de até US$ 3 milhões (equivalente a cerca de R$ 15,35 milhões), que será destinado a trabalhos de exploração durante um período de três anos, conforme informações atribuídas pelo fonte à CNN Brasil.

O acordo prevê a possibilidade de a JOGMEC aportar mais US$ 1,5 milhão (aproximadamente R$ 7,6 milhões), estendendo o período de financiamento por mais um ano, somando um potencial de US$ 4,5 milhões. Após a fase de exploração, se a JOGMEC cumprir todas as condições do investimento, terá a opção de adquirir uma participação de 30% em um dos projetos de exploração da Aclara no Brasil. Além disso, a organização japonesa poderá comprar uma quantidade de produção equivalente à sua participação, acrescida de mais 10% da produção futura, com condições comerciais que ainda não foram totalmente detalhadas.

Ramón Barúa, CEO da Aclara, afirmou que essa parceria coloca a companhia “em posição privilegiada para identificar e desenvolver novas oportunidades de terras raras de alta qualidade no Brasil”. A iniciativa é vista como um passo importante para ampliar o fornecimento desses minerais, que são considerados estratégicos e altamente demandados por países like Japão, que busca garantir segurança no abastecimento de recursos naturais essenciais para sua indústria tecnológica.

O acordo também abre caminho para futuros fornecimentos de terras raras ao Japão, com a JOGMEC transferindo seus direitos de compra de produção a empresas japonesas ou consórcios, além de ter a possibilidade de transferir sua participação e direitos de compra. Ainda que o projeto do Brasil não tenha detalhes confirmados sobre as condições específicas de produção ou operacionalização, a expectativa é de que essa iniciativa possa fortalecer significativamente a presença brasileira na cadeia global de minerais estratégicos — uma área que, hoje, movimenta interesses internacionais e pode influenciar o mercado mundial de metais raros.

Publicidade

O que sabemos?

  • Acerto entre Aclara Resources e JOGMEC foi anunciado na segunda-feira (7).
  • A parceria prevê financiamento inicial de até US$ 3 milhões por três anos, com possibilidade de extensão e aporte adicional de US$ 1,5 milhão.
  • O projeto principal, Carina, em Goiás, fica fora da joint venture, sob controle total da Aclara.
  • JOGMEC tem direito de comprar 30% da produção, além de mais 10% da produção futura, podendo transferir esses direitos.
  • A iniciativa visa fortalecer o fornecimento de terras raras do Brasil para o Japão.

Fontes

Publicidade