Lideranças do Amazonas celebram criação de reservas sustentáveis na região
Novas áreas protegidas visam garantir biodiversidade e modos de vida tradicionais
O presidente Lula assinou decretos criando quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável no Amazonas, totalizando aproximadamente 669 mil hectares. Além disso, houve a expansão de parque nacional e concessões de manejo florestal.
Durante uma cerimônia realizada no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decretos que criam quatro novas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) no estado do Amazonas. Essas áreas, somando cerca de 669 mil hectares, estão localizadas na região de influência da BR-319, no Sul do Amazônia, e têm como objetivo principal proteger a biodiversidade local e garantir o modo de vida das populações tradicionais que vivem na região, permitindo o uso sustentável dos recursos naturais.
Segundo fontes oficiais, as reservas são denominadas Tupana Igapó-Açu I, em Borba, com 114.076 hectares; Tupana Igapó-Açu II, em Beruri e Tapauá, com 422.100 hectares; Canaã, em Careiro e Autazes, com 109.607 hectares; e Mirari, em Humaitá, com 22.775 hectares. A Reserva Mirari tem como foco a proteção de ambientes florestais e aquáticos, reforçando a importância de conservar os ecossistemas locais. Ainda de acordo com a mesma fonte, essa iniciativa faz parte de uma série de ações voltadas à preservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável na região.
O ato também marcou a assinatura de contratos de concessão de manejo florestal para as Unidades de Manejo Florestal (UMFs) II e III da Floresta Nacional de Humaitá, que totalizam 162,7 mil hectares de áreas sob manejo sustentável. Segundo informações do ministério, esses contratos têm validade de 40 anos, garantindo uma gestão responsável dos recursos e incentivando práticas que combinem conservação com geração de renda para as comunidades locais. Ainda no evento, o governo anunciou a destinação de R$ 50,5 milhões do Fundo Amazônia, recursos não reembolsáveis destinados a projetos de conservação e desenvolvimento na região.
A cerimônia contou com a presença de representantes do Serviço Florestal Brasileiro, que também assinaram contratos de concessão relacionados à gestão de unidades de conservação no Amazonas. Segundo dados divulgados, ainda nesta ocasião, o BNDES anunciou a liberação de R$ 235,8 milhões para ações de conservação na Amazônia, reforçando um esforço coletivo para proteger o bioma. Além disso, o governo alemão comprometeu R$ 70,2 milhões para o ativamento de seis Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia, voltados ao fortalecimento de atividades econômicas sustentáveis na região.
Durante seu discurso, o presidente destacou que a proteção do meio ambiente será mais efetiva quando a sociedade reconhecer que áreas preservadas podem ser economicamente mais rentáveis do que atividades destrutivas, como o desmatamento indiscriminado. “A floresta em pé é mais lucrativa do que uma floresta derrubada ou queimada”, afirmou, em referência ao potencial do turismo ecológico e às vantagens da preservação. O evento ocorreu como parte das comemorações do Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, reforçando o compromisso do governo com a conservação da maior floresta tropical do mundo.
O que sabemos?
- Lula assinou decretos criando quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável no Amazonas.
- As reservas totalizam cerca de 669 mil hectares.
- Foram assinados contratos de manejo florestal para a Floresta Nacional de Humaitá, com validade de 40 anos.
- O governo destinou R$ 50,5 milhões do Fundo Amazônia para projetos de conservação.
Fontes
- Agência Brasil fonte oficial
- G1 imprensa





