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Moradores de Itaperuna aguardam solução após sete meses de risco por deslizamento de barranco

Em apuração ?

Terreno instável no bairro Carulas continua ameaçando casas e ruas, enquanto prefeitura tenta recursos que ainda não foram aprovados

Vista do bairro Carulas em Itaperuna, com sinais de deslizamento de terreno
Imagem: G1

Desde fevereiro, moradores do bairro Carulas convivem com o perigo de um deslizamento que atingiu uma igreja e deixou a comunidade em alerta constante, mesmo após meses tentando soluções definitivas.

Sete meses se passaram desde que um deslizamento de barranco ocorreu no bairro Carulas, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, mas a população local ainda vive sob medo e incerteza. Segundo informações da prefeitura, o deslizamento aconteceu na madrugada de 6 de fevereiro, após fortes chuvas, e destruiu parte da estrutura de uma igreja próxima ao terreno afetado. Na ocasião, um muro foi atingido, uma porta foi arrancada e uma grande quantidade de terra e lama se espalhou pela rua, fechando vias próximas a uma praça, o que levou a prefeitura a usar máquinas para remover o material e garantir a passagem de veículos. Ainda de acordo com o município, o problema foi causado pela elevada declividade do terreno e pela instabilidade causada pelas chuvas, além da proximidade com a via pública, tornando a localidade extremamente vulnerável. Os moradores alertam que o terreno continua instável e que há risco de novos deslizamentos, especialmente com a aproximação de novas chuvas, o que mantém a comunidade em estado de alerta constante. A prefeitura informou que, desde o incidente, vem acompanhando tecnicamente a área afetada, analisando possíveis soluções de proteção e segurança emergencial, e revelou que uma obra de contenção de grande porte seria necessária para uma solução definitiva — uma intervenção de alto custo, que depende de procedimentos técnicos, orçamentários e legais. Diante da complexidade, o município buscou recursos federais, por meio de um laudo elaborado pela Defesa Civil, mas o pedido foi negado. A prefeitura anunciou que pretende solicitar novamente esses recursos, na esperança de viabilizar a obra de contenção. Enquanto isso, a administração municipal avalia medidas emergenciais para reduzir o risco de acidentes e proteger os moradores e quem circula na área. Ainda não há confirmação de que uma solução definitiva esteja próxima, deixando a comunidade em expectativa, no aguardo de uma resposta efetiva para o problema que, segundo eles, persiste há mais de meia ano, ameaçando a segurança de todos.

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O que sabemos?

  • O deslizamento ocorreu em 6 de fevereiro após fortes chuvas

Fontes

  • G1 imprensa
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