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Peritos são indicados para investigar desabamento de prédio na Penha, em São Paulo

Em apuração ?

Entidades apontam especialistas para ajudar na apuração de causas do acidente que deixou seis mortos

Imagem de escombros de um prédio na Penha, em São Paulo, após o desabamento
Imagem: Folha de S.Paulo

SindusCon-SP, Crea-SP e o Instituto de Engenharia indicaram profissionais técnicos para ajudar a esclarecer o desabamento de um edifício na zona leste de São Paulo, que resultou na morte de seis pessoas. A polícia e a prefeitura também estão envolvidos nas investigações.

A apuração do desabamento de um prédio na rua Tequici, na Penha, zona leste de São Paulo, ocorrido na madrugada de 12 de setembro, ganhou reforço nesta semana com indicações oficiais de especialistas por entidades do setor de construção civil. Segundo informações de fontes ligadas ao Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP) e ao Instituto de Engenharia, profissionais técnicos foram nomeados para auxiliar na análise das causas do acidente, que deixou seis vítimas fatais.

Esses especialistas foram apresentados ao controlador-geral do Município, Daniel Falcão, em uma reunião realizada na última segunda-feira (15). Segundo a fonte, o grupo inclui o engenheiro Ricardo Kerr, diretor da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural, além de Cláudio Creazzo Puga e Fabiana Mamede, que atuarão na avaliação da estrutura de alvenaria do edifício. Para a análise das fundações, foram indicados Frederico Fernando Falconi e Sussumu Niyama. Os nomes foram divulgados em uma manifestação conjunta das três entidades envolvidas, que lamentaram o acidente e declararam compromisso de manter sua atuação para evitar futuras tragédias na construção civil.

A perícia técnica no imóvel, de acordo com as informações, só deve ocorrer após o encerramento das buscas e da retirada dos escombros, um procedimento que ainda está em andamento. A construtora responsável pelo edifício, a New Home, está sob investigação criminal, com um dos suspeitos, apontado como sócio oculto da empresa, já preso. Ainda não há confirmação de nomes, pois a polícia não divulgou detalhes oficialmente. A mesma fonte afirmou que o responsável técnico e a sócia-administradora da obra seguem foragidos e estão sendo procurados pelas autoridades, que também investigam possíveis irregularidades na regularização do prédio.

De acordo com relatos, a obra na rua Tequici começou em 2019 sem alvará, já que inicialmente não tinha autorização da prefeitura, e continuou mesmo após fiscalizações e autuações. A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) chegou a mover ações na Justiça para suspender os trabalhos. Em 2022, uma nova versão do projeto foi apresentada pela construtora, que recebeu o alvará de funcionamento em 2023, condicionada à demolição da estrutura já existente. Uma servidora da Subprefeitura da Penha, responsável por atestar essa obra, afirmou, ainda em 2024, que a demolição havia sido concluída, mas após o desabamento, técnicos municipais e vizinhos relataram que ela não teria ocorrido de fato. A funcionária foi afastada e investigações estão em andamento para apurar possíveis irregularidades.

Segundo fontes, o caso está sendo investigado tanto pela Polícia Civil quanto pela Controladoria-Geral do Município, que também apura a conduta de funcionários públicos envolvidos na fiscalização do prédio. Por enquanto, a defesa dos investigados afirma que seu foco atual é os familiares das vítimas, enquanto o advogado que representa os dois suspeitos foragidos disse que eles pretendem se entregar e que a obra teria sido regular. Ainda não há uma conclusão oficial sobre as causas do desabamento, que permanece sob análise, e o silêncio do clube responsável pela obra mantém o mistério sobre os motivos que levaram à tragédia, aguardando mais informações das autoridades.

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O que sabemos?

  • Peritos indicados por entidades para analisar causas do desabamento
  • Obra na rua Tequici começou sem alvará em 2019
  • Investigações apontam irregularidades na estrutura e na regularização
  • Seis pessoas morreram no desabamento
  • Polícia e prefeitura investigam suspeitos e questões técnicas

Fontes

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