URGENTE Brasil

Incêndio na Terra Indígena Paraná do Arauató no Amazonas completa mais de 40 dias de destruição

Em apuração ?

Moradores relatam mortes de animais e problemas de saúde causados pela fumaça

Fumaça de incêndio na Terra Indígena Paraná do Arauató, Amazonas
Imagem: G1

Incêndio que atinge a Terra Indígena Paraná do Arauató, no Amazonas, permanece ativo há mais de um mês, afetando fauna, flora e populações humanas na região.

Um incêndio que assola a Terra Indígena Paraná do Arauató, localizada em Itacoatiara, no interior do Amazonas, completou mais de 40 dias de luta contra as chamas. Segundo relatos de moradores da região, a fumaça tem causado problemas de saúde, especialmente entre idosos e pessoas com doenças pré-existentes, além de provocar a morte de diversos animais silvestres, incluindo preguiças e aves. A cacica da Aldeia Paricá, Aldenora Maquinez Lima, que também atua como agente indígena de saúde, afirmou que "dá pena de ver os bichos morrer. Preguiça, pássaros que vão fugindo do fogo e vão se acabando". Ainda de acordo com ela, o fogo se espalha mais rapidamente nas áreas próximas aos lagos, que ficam mais secos durante a estiagem, agravando a situação na região.

O combate às chamas conta com a atuação de equipes estaduais e federais, incluindo aeronaves que reforçam as operações desde a quarta-feira (14). Naquela data, um avião KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) sobrevoou a área do Rio Urubu, uma das regiões mais afetadas, além de atuar na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Sauim-de-Coleira, próxima a Novo Remanso, onde também há focos de fogo. Além dessas ações, a Defesa Civil do Amazonas opera na região desde segunda-feira (12). Apesar da gravidade da situação, o Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), informa que o número de focos ativos caiu de 99 na segunda-feira (12) para 44 na quarta-feira (14).

Segundo fontes, órgãos ambientais e de segurança identificaram e notificaram 10 suspeitos de provocar queimadas na região de Itacoatiara. Uma operação realizada na região do Incra 2, próxima à Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Sauim-de-Coleira, resultou na apreensão de materiais e na notificação de duas pessoas, além da destruição de sacas de carvão utilizadas na atividade ilegal. Essas ações envolveram a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. As ocorrências foram encaminhadas ao Ministério Público do Amazonas. No entanto, até o momento, ainda não há suspeitos formalmente presos ou confirmados na investigação sobre a origem do incêndio no Rio Urubu.

Durante uma operação na zona rural da região, bombeiros também localizaram uma preguiça morta e controlaram um incêndio que ameaçava uma área de mata, além de apreender materiais utilizados na queima de carvão. A situação, além de prejudicar a fauna e a flora, tem causado impactos à saúde da população local, especialmente pelos efeitos da fumaça, que provoca tosse seca e alergias, afetando idosos e pessoas com hipertensão. Moradores também expressaram preocupação com o clima local, já que a destruição das árvores aumenta a sensação de calor na região, prejudicando o equilíbrio climático ao reduzir a ventilação natural das áreas afetadas.

Publicidade

O que sabemos?

  • Incêndio na Terra Indígena Paraná do Arauató dura mais de 40 dias.
  • Moradores relatam mortes de animais e problemas de saúde devido à fumaça.
  • Número de focos ativos caiu de 99 para 44 entre segunda e quarta-feira.
  • 10 suspeitos de provocarem queimadas foram identificados e notificados.
  • Aeronaves, incluindo um avião da FAB, reforçam o combate ao fogo.

Fontes

  • G1 imprensa
Publicidade