Brasil

Entendendo a expatriação: como funciona a transferência de funcionários entre países dentro de multinacionais

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Empresa brasileira explica modalidades de expatriar colaboradores e os benefícios envolvidos

Funcionário com mala na verdade internacional
Imagem: Folha de S.Paulo

A expatriação é uma estratégia utilizada por grandes empresas para transferir funcionários para outros países. O processo envolve diferentes modalidades, com foco no desenvolvimento de carreira e intercâmbio cultural, além de requisitos para participação.

Quem já pensou em trabalhar no exterior pode ainda não saber, mas o procedimento para isso existe dentro de muitas multinacionais e vem ganhando cada vez mais espaço no mercado de trabalho. Segundo informações divulgadas por uma fonte ligada ao setor de recursos humanos de uma das maiores companhias de alimentos do mundo, a expatriação, ou seja, a transferência de um colaborador para atuar em outro país, é uma estratégia comum para ampliar a mobilidade dos funcionários e fortalecer a presença global das empresas.

De acordo com a fonte, a multinacional em questão possui atualmente cerca de 90 movimentações internacionais, sendo mais de 60 brasileiras expatriadas em diferentes regiões do mundo, incluindo a Suíça, destino de uma futura expatriada citada na conversa. Para compreender melhor como funciona esse processo, a diretora de talento e cultura da empresa explicou que há várias modalidades de expatriação. Uma delas, chamada "Local-to-local", possibilita que o colaborador encerre seu contrato no Brasil e seja contratado por uma filial no exterior. Essa modalidade costuma envolver um plano de carreira que visa manter o funcionário na mesma empresa, apenas transferido para um novo país, com a possibilidade de retornar ao Brasil posteriormente.

Segundo a mesma fonte, as missões de expatriação geralmente duram até dois anos e podem ou não envolver a presença de familiares do colaborador. O principal foco dessas ações, destacou ela, é promover intercâmbio cultural, desenvolvimento profissional e troca de experiências, o que também beneficia as empresas ao fortalecer sua cultura internacional. A diretora ressalta ainda que o benefício da expatriação não é unilateral: a companhia enxerga esses movimentos como uma oportunidade de crescimento para o funcionário e para o negócio, além de oferecer suporte durante todo o processo.

Na avaliação da especialista, não há um perfil único de colaborador que seja indicado para participar de expatriações. Ela explica, ainda, que todas as transferências são aprovadas internamente, com grande atenção ao desempenho do funcionário na posição atual. "É fundamental que as pessoas tenham uma perspectiva clara de retorno e planejamento de carreira após a missão internacional", afirmou ela. Assim, não basta apenas desejar ir, é preciso demonstrar resultados positivos na função atual, uma espécie de vitrine do comprometimento e potencial do colaborador perante a empresa.

Por ora, a iniciativa visa também oferecer vantagens para os próprios profissionais, que ganham oportunidades de formação, contato com outras culturas e expansão de sua rede de contatos internacionais. Ainda assim, o processo de expatriação depende de critérios internos e da estratégia de negócios de cada companhia, sendo uma decisão que envolve múltiplas áreas da organização. O que se consegue até agora é que esse movimento é visto como uma importante ferramenta de crescimento global e de valorização dos talentos internos, crescendo na preferência de multinacionais brasileiras e estrangeiras, mesmo sem uma regra fixa para todas as empresas.

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O que sabemos?

  • A maioria das multinacionais realiza movimentações de colaboradores entre países.
  • A modalidade 'Local-to-local' permite que o funcionário trabalhe em uma filial estrangeira e volte ao Brasil posteriormente.
  • Missões de expatriação duram até dois anos, podendo envolver familiares.
  • O desempenho do funcionário na posição atual é fator decisivo para participação na expatriação.

Fontes

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