Empreendedores do RS apostam em café gelado em lata após enchentes derrotarem cafeterias tradicionais
De fechamento por enchentes a inovação: produtoras de café enfrentam o mercado com nova bebida enlatada
Após as enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul em 2024, dois empresários transformaram uma experiência interna em uma marca de café gelado em lata, buscando conquistar o mercado nacional.
Com as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, muitos negócios tradicionais foram drasticamente afetados, incluindo cafeterias que tiveram que fechar as portas. Mas, enquanto alguns desistiram, outros viram uma oportunidade de inovação. É o caso dos empreendedores César Mincato e Thiago Fiamengui, que decidiram apostar na produção de café gelado em lata, transformando um projeto interno que tinham antes da tragédia em uma marca própria.
Segundo informações divulgadas por uma fonte próxima aos empreendedores, a produção começou em 2025, com um investimento de R$ 500 mil. A bebida é feita com grãos especiais da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, que são cuidadosamente selecionados juntamente com o produtor para atender ao perfil sensorial desejado. Diferentemente do café tradicional, o método de extração a frio, que dura aproximadamente 14 horas, é responsável por reduzir a acidez e o amargor, além de aumentar a concentração de cafeína na bebida.
Atualmente, a marca produz lotes de até 4 mil litros, o que equivale a cerca de 15 mil latas por produção, e já está disponível em aproximadamente 100 pontos de venda na Região Sul do Brasil. Segundo a mesma fonte, o negócio rendeu R$ 220 mil nos primeiros meses de operação, e a previsão é alcançar R$ 900 mil em receita até o final de 2026, apostando no crescimento do mercado de café gelado nacionalmente. A linha inclui sabores tradicionais e de limão-siciliano, o que representa um esforço para conquistar consumidores ainda reticentes com bebidas enlatadas de café.
Os empresários contam que o mercado de café gelado ainda é pouco explorado no Brasil, e que seu maior desafio é criar desejo, construir uma comunidade e consolidar a marca perante o público. “O desafiador é criar o desejo, construir comunidade e se tornar relevante para o consumidor”, afirmou César Mincato, ressaltando a importância de entender as tendências internacionais onde o consumo de café frio tem crescido significativamente. Thiago Fiamengui completou, dizendo que “empreender é uma aventura. A gente não tem tanto foco em onde pode chegar, mas na caminhada até lá”.
Embora o projeto ainda seja considerado de risco, o sucesso inicial demonstra uma capacidade de adaptação e reinvenção diante de obstáculos, como as enchentes que destruíram seu modelo de negócio anterior. Ainda não há confirmações de que a nova marca esteja expandindo para além do Sul do país ou se há planos de novos sabores, mas o movimento chama atenção por sua inovação em um mercado ainda em desenvolvimento no Brasil.
O que sabemos?
- Enchentes no RS em 2024 fecharam cafeterias tradicionais.
- Empreendedores transformaram projeto interno em marca de café gelado em lata.
- Produção começou em 2025 com investimento de R$ 500 mil.
- Bebida feita com grãos especiais da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais.
- Passa por 14 horas de extração a frio, com menor acidez e maior cafeína.
- Produz lotes de até 4 mil litros, cerca de 15 mil latas por vez.
- Disponível em cerca de 100 pontos de venda na Região Sul.
- Faturamento inicial de R$ 220 mil, com previsão de R$ 900 mil em 2026.
Fontes
- G1 imprensa




