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Deslizamentos nas altas montanhas do Brasil e do mundo revelam os riscos ligados ao derretimento das geleiras

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Mudanças nas geleiras podem afetar comunidades e infraestrutura em regiões de alta altitude

Imagem mostrando geleiras derretendo na cadeia de montanhas dos Andes
Imagem: Folha de S.Paulo

Estudos indicam que o aquecimento global acelerou o derretimento de geleiras na América do Sul e no Himalaia, aumentando o risco de desastres naturais. No Nepal, deslizamentos últimos alertam para a vulnerabilidade de áreas montanhosas, enquanto os Andes registram perdas significativas de gelo.

Eventos recentes, como o deslizamento de gelo e rochas ocorrido no Nepal, no Himalaia, no dia 26 de agosto, trouxeram à tona os riscos que as mudanças climáticas podem ocasionar em regiões de alta montanha ao redor do mundo. Segundo fontes especializadas, o deslizamento, que resultou na destruição de comunidades e na morte de centenas de pessoas, foi desencadeado por um movimento de gelo e sedimentos próximo ao pico Langtang Lirung, deixando milhares de desaparecidos na região. Ainda não há confirmação oficial sobre as causas exatas, mas especialistas apontam para a combinação de fatores geológicos, sísmicos, hidrológicos e, principalmente, o impacto do aquecimento global na instabilidade dessas áreas.

O que levanta preocupações é que essa situação, embora distante do Brasil geograficamente, serve de alerta para possíveis perigos em regiões de alta altitude na América do Sul, especialmente nos Andes. Segundo dados do MapBiomas, entre 1985 e 2024, a perda de geleiras na Bolívia atingiu cerca de 60% de sua superfície glaciar, enquanto no Equador foi de aproximadamente 48%. Na Colômbia, a redução chegou a 63%. Ainda mais alarmante, a Venezuela foi o primeiro país andino a perder todas as suas geleiras permanentes. No Chile, onde está concentrada a maior parte das geleiras da cadeia, foram destruídos mais de 344 mil hectares de gelo no período de 1998 a 2025. O Peru também sofreu perdas expressivas, com 54% de sua cobertura glaceira desaparecida até 2025, representando mais de 111 mil hectares de gelo perdido. Essas mudanças refletem uma aceleração na derrocada das geleiras, evidenciando o impacto do aquecimento do planeta na região andina, assim como nos Himalaia.

Ainda que os fatores tradicionais, como terremotos e condições geológicas, tenham seu peso nas ocorrências de deslizamentos, os cientistas reforçam que o aquecimento global aumenta a vulnerabilidade dessas áreas. A fusão rápida das geleiras e do permafrost compromete encostas e rios, elevando o risco de eventos extremos em comunidades que vivem na proximidade dessas regiões de alta montanha. Ainda não há uma previsão oficial de novos desastres semelhantes ao do Nepal, mas a tendência de derretimento acelerado reforça a necessidade de monitoramento e ações de prevenção, principalmente na América do Sul, onde as mudanças têm sido cada vez mais evidentes e rápidas.

Ainda não há confirmações de medidas específicas tomadas por governos ou instituições internacionais, e o próprio clima de incerteza reforça a importância de um esforço global no combate ao aquecimento, cujos efeitos já podem ser vistos na ruptura de fragile estruturas naturais nas altas altitudes do planeta. A situação no Nepal serve, portanto, como um alerta para o Brasil e demais países do continente, que também enfrentam transformações ambientais que podem colocar à prova a resiliência de suas populações e infraestrutura.

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O que sabemos?

  • O desastre no Nepal ocorreu em 26 de agosto "por um deslizamento de gelo e rochas" próximo ao Langtang Lirung, destruindo comunidades e causando mortes e desaparecidos.
  • A perda de geleiras na América do Sul é acelerada pelo aquecimento global, com reduções de até 63% na superfície glaciar em países como Colômbia e Bolívia.
  • Dados do MapBiomas mostram que o Peru perdeu 54% de suas geleiras entre 1985 e 2025, totalizando mais de 111 mil hectares.
  • Na Venezuela, todas as geleiras permanentes desapareceram.
  • Período de perdas de geleiras no Chile entre 1998 e 2025 inclui a perda de mais de 344 mil hectares de gelo.

Fontes

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