Brasil

Estudo revela desafios das mulheres nas apostas online e alerta para a necessidade de proteção

Em apuração ?

Pesquisa destaca que muitas mulheres apostam para ajudar pessoas queridas, mas acabam no vermelho e sem suporte adequado

Um levantamento recente mostra que mulheres que apostam em cassinos digitais frequentemente enfrentam perdas financeiras e carecem de informações sobre jogo responsável, apontando para a urgência de políticas públicas focadas na proteção desse público vulnerável.

As apostas online, especialmente em cassinos digitais, vêm ganhando espaço entre as mulheres, mas uma pesquisa recente destaca que a experiência dessas apostadoras é marcada por riscos financeiros e ausência de suporte adequado. Segundo a advogada e cofundadora da Associação de Mulheres da Indústria do Gaming (Amig), trata-se de um universo ainda pouco conhecido e pouco protegido.

O Estúdio Clarice, em parceria com a Estratégia Latina e o Instituto Ideia, publicou um estudo que foi divulgado em reportagem da Folha de S.Paulo no dia 16 de agosto, intitulado "Mães endividadas apostam online em busca de renda, aponta estudo". De acordo com essa pesquisa, uma parcela significativa das mulheres que apostam online o faz na esperança de realizar o sonho de alguém próximo, mas acaba acumulando perdas financeiras. Trata-se de uma realidade silenciosa que revela um desequilíbrio entre expectativa e resultado.

O levantamento também detalha que vencer ou perder nesses jogos é 100% uma questão de sorte. Uma portaria do governo estabelece que o retorno ao jogador (RTP, na sigla em inglês) deve ser no mínimo 85%, garantido por laboratórios terceirizados credenciados, mas isso não significa que as apostas possam ser consideradas uma forma confiável de complementar renda. Pelo contrário, a advogada da Amig lembra que o jogo responsável preconiza que apostas devem ser vistas apenas como uma forma de diversão, e não como fonte de renda, pois o resultado depende de sorte e não tem garantia de ganhos.

O estudo mostra também que a falta de informação adequada agrava o problema para essas mulheres, que acabam usando as apostas como tentativa de superar dificuldades financeiras, em especial casos de endividamento. Por isso, a advogada ressalta que “é preciso uma proteção adequada para as mulheres apostadoras”, destacando a necessidade de políticas públicas e iniciativas que levem em conta essa dimensão de gênero para evitar danos econômicos e sociais mais profundos.

Com o crescimento do mercado de apostas online, a pesquisa do Estúdio Clarice, Estratégia Latina e Instituto Ideia atua como um alerta para que se faça antes um diagnóstico correto da realidade dessas mulheres, para então aplicar medidas eficazes. Garantir que apostas sejam feitas apenas para diversão depende de informação de qualidade, mecanismos de prevenção e suporte adequado para que esse público não seja vulnerabilizado.

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O que sabemos?

  • Mulheres apostam principalmente em jogos online, como cassinos digitais.
  • O retorno ao jogador (RTP) deve ser certificado e ser no mínimo 85%, conforme portaria do governo.
  • Pesquisa mostra que mulheres apostam para ajudar pessoas queridas, mas acabam com saldo negativo.
  • Apostar deve ser encarado como diversão, não como forma de complementar renda.

O que ainda não foi confirmado?

  • Informação divulgada apenas pela Folha de S.Paulo, aguardando outras fontes.

Fontes

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