Mais de 1.400 candidatos fazem mudanças em perfis digitais registrados para eleições de 2026
Atualização de dados ao TSE revela que parte dos candidatos alterou redes sociais após prazo oficial
Levantamento aponta que 7% dos candidatos às eleições de 2026 modificaram seus perfis de redes sociais registrados no TSE, enquanto 2.700 não informaram nenhum endereço virtual. Caso do presidenciável Renan Santos teve suspensão e reativação da campanha online.
Ao menos 1.481 candidatos às eleições de 2026 alteraram a lista de perfis de redes sociais informada inicialmente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde o início das campanhas, segundo levantamento comparativo feito pela Folha. O número representa cerca de 7% dos 20.765 candidatos registrados para o pleito. Além disso, outros 2.719 postulantes não informaram nenhum endereço eletrônico ao TSE.
As mudanças incluem a atualização ou inserção de novos perfis digitais, e o TSE permite que os candidatos façam esses registros durante a campanha para usarem como canais oficiais de propaganda eleitoral. Assim, o fato de uma candidatura alterar suas redes ou incluir novas não caracteriza irregularidade necessariamente. Também pode haver candidatos sem presença digital declarada.
Um caso emblemático que ilustra essa flexibilidade ocorreu com o candidato à Presidência Renan Santos (Missão). Conforme revelou a Folha, Renan manteve a campanha registrada oficialmente para propaganda apenas em seu perfil no X (antigo Twitter) durante mais de 10 dias, mesmo estando ativo em outras redes como Instagram e TikTok. Esta decisão de restrição resultou na suspensão da campanha do presidenciável na internet por determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Posteriormente, Toffoli revogou a suspensão, permitindo que Renan retomasse suas ações digitais.
O levantamento utilizado pela Folha foi feito comparando os dados públicos do TSE em duas datas: 19 de agosto, quatro dias após o encerramento do prazo para registros oficiais das candidaturas, e a última atualização disponível até às 15h desta terça-feira (1º). Com base nessa comparação, verificou-se que um percentual significativo dos candidatos realizou alterações nas informações fornecidas sobre suas redes sociais.
Com a crescente importância das redes sociais nas estratégias eleitorais, acompanhar as alterações feitas nas listas oficiais pode ajudar o eleitor a identificar os canais válidos para acompanhar as campanhas, além de garantir a transparência necessária no uso da internet para propaganda eleitoral. O episódio com Renan Santos mostra, ainda, como as regras sobre a presença digital são objeto de disputas jurídicas e decisões judicialmente supervisionadas durante o processo eleitoral.
O que sabemos?
- Ao menos 1.481 candidatos alteraram a lista de perfis de redes sociais informada inicialmente ao TSE desde o início das campanhas.
- Esse número equivale a cerca de 7% dos 20.765 candidatos registrados para o pleito.
- Outros 2.719 candidatos não registraram nenhum endereço eletrônico ao TSE.
- O TSE permite que candidatos registrem novos perfis durante a campanha para usá-los na propaganda eleitoral, o que não configura necessariamente irregularidade.
- Renan Santos (Missão), candidato à Presidência, teve a campanha registrada oficialmente apenas em seu perfil no X durante mais de 10 dias, embora estivesse ativo em outras redes, como Instagram e TikTok.
- A campanha de Renan foi suspensa na internet por decisão do ministro Dias Toffoli, do STF, e posteriormente essa suspensão foi revogada, autorizando a retomada da campanha online.
- O levantamento comparou dados públicos do TSE em 19 de agosto e na última atualização disponível até as 15h desta terça-feira (1º).
- As alterações nas listas de redes sociais podem ajudar eleitores a identificar canais oficiais e garantir transparência da propaganda eleitoral na internet.
Fontes
- UOL Notícias imprensa




