Acessibilidade no Rock in Rio 2026 transforma experiência para pessoas com deficiência
Festival oferece recursos especiais para incluir todos na celebração musical
O Rock in Rio 2026 implementa diversas ações de acessibilidade, incluindo audiodescrição, Libras, kits sensoriais e sala de acolhimento, possibilitando que público com deficiência visual, auditiva e autismo vivenciem o evento de forma mais plena.
O Rock in Rio 2026 se destaca por sua preocupação inclusiva, sendo o primeiro festival do Brasil a receber o Selo "Todos Nós". Segundo uma reportagem do g1 Rio, a organização investiu em uma série de recursos de acessibilidade voltados a pessoas com deficiência visual, auditiva e com autismo, com o objetivo de proporcionar uma experiência mais igualitária e sensorial. Entre as atividades disponíveis, está a audiodescrição, que funciona nos palcos Mundo, Sunset e Favela, permitindo que pessoas com deficiência visual acompanhem as apresentações por meio de narração sonora.
De acordo com a responsável pelo serviço, Ana Motta, CEO de uma empresa especializada em acessibilidade cultural e audiovisual que atua no festival desde 2018, os interessados podem procurar a Central de Acessibilidade para receber uma pulseira que garante acesso ao serviço. Os audiodescritore narram detalhes como entrada de artistas, figurinos, cenários, iluminação e efeitos especiais, para que quem não enxerga ou tem baixa visão possa entender as ações no palco de forma mais completa. Uma das pessoas que utilizou essa ferramenta no sábado (5) foi o analista de sistemas Sidney Tobias, fã de festivais, que destacou a importância de entender a movimentação do palco e o que acontece em tempo real.
Em dias de festivais, as condições climáticas podem interferir na tecnologia, e, embora uma forte chuva tenha dificultado o uso dos equipamentos, Sidney relatou que a equipe da audiodescrição mantou o serviço presente ao seu lado, comentando os detalhes do show do Sepultura, por exemplo. Além das ferramentas para deficientes visuais, o Rock in Rio disponibiliza o projeto "Sinta o Som" para pessoas com deficiência auditiva. Este projeto oferece vibrações sonoras e coletes sensoriais, permitindo que o público surdo vivencie o espetáculo por meio dessas sensações biomecânicas. Segundo relatos, o surdo informa previamente à Central de Acessibilidade qual artista deseja acompanhar, e assim consegue sentir as vibrações durante o show.
As ações do festival refletem uma preocupação crescente com a inclusão, cujo resultado é reconhecido pelo selo de acessibilidade conquistado. Ainda não há confirmação oficial de detalhes adicionais, e o clube organizador do evento ainda não se pronunciou sobre possíveis expansões ou melhorias futuras. De toda forma, o esforço de oferecer experiências sensoriais distintas mostra que o Rock in Rio 2026 busca ampliar suas fronteiras e garantir que todos possam celebrar a música juntos, independentemente de suas limitações sensoriais ou físicas.
O que sabemos?
- O Rock in Rio 2026 oferece recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, auditiva e autismo.
- Serviços incluem audiodescrição, Libras, kits sensoriais e sala de acolhimento.
- O festival é o primeiro a receber o Selo 'Todos Nós'.
- O serviço de audiodescrição narra detalhes visuais das apresentações para pessoas cegas ou com baixa visão.
- O projeto 'Sinta o Som' permite que surdos vivenciem os shows por vibrações e coletes sensoriais.
Fontes
- G1 imprensa



