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Justiça antecipa suspensão de cobranças e ações contra Casas Bahia por 180 dias

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Medida visa garantir fôlego operacional para a varejista em recuperação judicial e impacta alta das ações

Justiça antecipa suspensão de cobranças e ações contra Casas Bahia por 180 dias
Imagem: Folha de S.Paulo

A Justiça de São Paulo determinou a suspensão por seis meses das cobranças e execuções contra o grupo Casas Bahia, que enfrenta processo de recuperação judicial para reestruturação de R$ 17,3 bilhões em dívidas. A decisão já refletiu na valorização das ações da empresa no mercado financeiro.

A juíza Taina Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, decidiu antecipar o chamado "stay period" — período em que ficam suspensas as cobranças e execuções judiciais contra a empresa — para o grupo Casas Bahia. A medida, publicada na sexta-feira (28), determina que, entre 19 de agosto de 2026 a 15 de fevereiro de 2027, todas as ações e execuções contra a varejista e suas controladas estão suspensas, e novos atos constritivos sobre os bens do grupo são proibidos.

Segundo a magistrada, essa antecipação foi possível mesmo antes do deferimento oficial do pedido de recuperação judicial, apresentado pela Casas Bahia em 16 de agosto, e se justifica pelo perigo concreto e atual de danos à empresa caso as cobranças continuassem. A varejista busca reorganizar uma dívida estimada em R$ 17,3 bilhões. A juíza ressaltou que a legislação prevê a concessão de tutela de urgência para garantir tal proteção preliminar, evitando que o patrimônio da empresa seja comprometido pela pressa dos credores.

Na prática, a decisão deverá oferecer respirou financeiro e operacional fundamental para a Casas Bahia nos próximos seis meses, tempo em que poderá estruturar seu plano formal de recuperação judicial. Em reação à notícia, as ações da companhia dispararam mais de 40% na bolsa de valores na manhã desta segunda-feira (31). Por volta de 11h30, os papéis chegaram a subir 45%, sendo negociados a R$ 0,58 cada, e alcançaram máxima de 47,5%, a R$ 0,59.

Para Alexandre Pletes, head de renda variável da Faz Capital, a suspensão das cobranças

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