Estudo revela maior risco de vazamento de dados na IA na América Latina
Região lidera com a maior proporção de prompts de IA com alto potencial de exposição de informações sensíveis
Segundo levantamento da Check Point Research, a América Latina apresenta a maior porcentagem de prompts de inteligência artificial com alto risco de vazamento de dados entre regiões, o que preocupa especialistas em segurança cibernética.
Um estudo divulgado pela Check Point Research, obtido com exclusividade pela CNN Brasil, revelou que a América Latina é a região com a maior proporção de prompts de inteligência artificial gerativa considerados de alto risco para exposição de dados sensíveis. De julho a agosto deste ano, o levantamento apontou que aproximadamente 3,5% dos prompts enviados a essas ferramentas na região continham potencial para vazamentos, o que equivale a um em cada 29 pedidos.
Em comparação, a América do Norte apresentou uma proporção de 3,1% (um em 32), a Europa 2,5% (um em cada 40) e a Ásia-Pacífico 2,4% (um em cada 41). Esses números evidenciam uma maior vulnerabilidade na América Latina, embora os dados ainda não tenham sido confirmados oficialmente por fontes externas à pesquisa. Segundo a análise, a crescente adoção de IA para tarefas variadas traz à tona uma nova frente de desafios para a segurança digital, incluindo riscos de uso indevido de informações pessoais ou confidenciais.
O estudo também adverte que, apesar de a IA estar auxiliando na identificação de vulnerabilidades em softwares, ela também potencializa a velocidade com que criminosos podem explorar falhas. Casos destacados em relatórios recentes, por exemplo, indicam que ferramentas como Microsoft 365 Copilot e Microsoft Word Copilot tiveram falhas que poderiam ser exploradas, incluindo riscos de propagação de instruções maliciosas e exposição de arquivos, tudo por meio de permissões legítimas de uso dessas plataformas.
Segundo especialistas do Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido, a utilização de IA na procura e correção de vulnerabilidades acelerou o processo de identificação de falhas críticas, porém a questão que permanece é como avaliar quais dessas falhas representam riscos reais. A preocupação é que criminosos estejam usando a própria IA para encontrar brechas, sem a necessidade de usar técnicas tradicionais de hacking, modificando a vulnerabilidade para fins maliciosos.
Até o momento, o relatório aponta que das aproximadamente mil vulnerabilidades descobertas com auxílio da IA no primeiro semestre de 2026, apenas cerca de 1% resultou em riscos concretos de ataque. Ainda assim, especialistas alertam que a competição entre quem detecta falhas e quem tenta explorá-las está se acirrando, e as defesas tradicionais podem não estar mais suficientes para conter ameaças que se desenvolvem em questão de minutos. Assim, a preocupação com a superficialidade das respostas humanas frente a um ambiente digital cada vez mais dinâmico e automatizado cresce entre os líderes de segurança.
O que sabemos?
- A América Latina lidera em risco de vazamento de dados na IA, com 3,5%.
- O estudo é da Check Point Research, obtido pela CNN Brasil.
- Dados referentes a julho e agosto de 2026.
- Outras regiões apresentam riscos menores, como Norte e Europa.
Fontes
- CNN Brasil imprensa




