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Pesquisa aponta que excesso de velocidade no trânsito urbano reduz ganhos de tempo e aumenta riscos

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Estudo revela os efeitos reais do excesso de velocidade nas cidades e reforça a importância de políticas públicas para segurança viária

Pesquisa aponta que excesso de velocidade no trânsito urbano reduz ganhos de tempo e aumenta riscos
Imagem: Jornal da USP

Uma pesquisa inédita realizada por pesquisadores da Poli, em parceria com outros órgãos, mostra que trafegar acima do limite de velocidade na cidade oferece ganhos de apenas alguns segundos e eleva as chances de acidentes graves.

Um levantamento realizado na Escola Politécnica da USP, divulgado durante o seminário A Segurança Viária e a Gestão de Velocidades no último dia 14 de setembro, trouxe à tona dados importantes sobre o comportamento de condutores em áreas urbanas. Segundo a pesquisa, apesar da sensação de que acelerar economiza tempo, a realidade aponta que essa prática rende, no máximo, alguns poucos segundos e aumenta drasticamente o risco de acidentes graves e mortes.

O estudo envolveu uma cooperação técnica entre a Poli, a Fundação Mapfre, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), órgão ligado ao Ministério dos Transportes. Ainda não há confirmações de outros órgãos ou fontes oficiais, mas, conforme divulgado, a pesquisa buscou entender como fatores como presença de pedestres, sinalização e o desenho das vias influenciam na decisão dos motoristas de exceder os limites de velocidade.

Segundo o coordenador do trabalho, Cassiano Isler, professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Poli, a preocupação surge de uma questão de saúde pública: só em 2025, o Estado de São Paulo perdeu 6.134 vidas em acidentes de trânsito. Além do impacto humano, há também uma questão econômica evidente. Dados do Banco Mundial citados na pesquisa indicam que os sinistros causados por velocidade excessiva fazem o Brasil perder cerca de US$ 61 bilhões por ano, o que corresponde a 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

O levantamento revela um paradoxo no comportamento dos motoristas: embora mais de 90% deles associem o cumprimento das regras de trânsito à cidadania e à preservação da vida, cerca de um terço admite que essa disposição é facilmente abandonment diante de atrasos, urgências ou da pressão do fluxo de veículos em horários de pico. Ainda, a pesquisa apontou que a maior parte das infrações ocorre em contextos de maior estresse no trânsito, mas que a sensação de ganhar tempo ao acelerar não condiz com a prática, já que o ganho real é mínimo.

A divulgação ocorre num período que antecede a Semana Nacional de Trânsito, comemorada de 18 a 25 de setembro, uma iniciativa destinada a mobilizar a sociedade em torno da segurança nas vias brasileiras. Populações, gestores públicos e profissionais do setor de trânsito buscam compreender fatores humanos e técnicos para atingir a meta de reduzir pela metade o número de mortes no trânsito até 2030, meta estabelecida pelo Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões. Segundo especialistas, entender o comportamento do motorista e as percepções diante da velocidade é fundamental para aprimorar campanhas educativas, melhorias na engenharia de tráfego e a formulação de políticas públicas mais eficazes.

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O que sabemos?

  • Estudo revela que excesso de velocidade na cidade oferece ganhos mínimos de alguns segundos.
  • Velocidade elevada aumenta o risco de acidentes graves e mortes.
  • Mais de 90% dos condutores associam regras à cidadania e preservação da vida.
  • Cerca de um terço dos motoristas admite acelerar por urgências ou pressa.
  • Dados indicam que o Brasil perde aproximadamente US$ 61 bilhões ao ano por acidentes de trânsito relacionados à velocidade.

Fontes

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