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Pesquisadores descobrem pegadas fósseis inéditas de T. rex na Formação Hell Creek

Em apuração ?

Impressionantes rastros de cerca de 90 cm de comprimento revelam nova evidência sobre dinossauros do Cretáceo

Imagem ilustrativa de pegadas de dinossauro em rochas fossilizadas
Imagem: CNN Brasil

Em uma região conhecida por fósseis de milhões de anos, uma equipe de paleontólogos identificou pegadas que podem ser as primeiras de um T. rex no local. A descoberta reforça a importância da formação geológica para estudos de dinossauros e abriu nova perspectiva sobre a vida na época dos grandes répteis.

Segundo informações da CNN Brasil, uma descoberta inédita na ciência foi feita na Formação Hell Creek, uma das mais estudadas do mundo, localizada nos estados de Montana, Wyoming, Dakota do Norte e Dakota do Sul, nos Estados Unidos. Uma professora avistou duas pegadas incomumente grandes na região, o que despertou a atenção de geólogos e paleontólogos. A partir daí, uma equipe liderada por Kent Hups, professor de ciências do ensino médio de Northglenn, Colorado, realizou uma expedição na área e constatou que se tratava, possivelmente, do primeiro rastro conhecido de um T. rex, um dos maiores e mais famosos dinossauros carnívoros.

As pegadas, que inicialmente pareceram diferentes, mediam aproximadamente 90 centímetros de comprimento por 60 a 75 centímetros de largura. Segundo Hups, essa medida é compatível com a de um T. rex, que tinha pés com três dedos, sendo o do meio mais comprido, uma característica que confirmava a hipótese inicial. Ainda de acordo com o pesquisador, a reação mais comum ao ver as pegadas foi de incredulidade, dado que achou difícil acreditar que algo tão grande fosse realmente o rastro de um animal extinto há cerca de 67 milhões de anos.

Para verificar a origem das marcas, a equipe mediu o tamanho das impressões e procurou por evidências adicionais na área. A análise revelou que, além das duas pegadas iniciais, foram encontradas pelo menos duas outras marcas, totalizando quatro pegadas compatíveis com a anatomia do T. rex. Um dos pesquisadores, Tyler Lyson, curador sênior de paleontologia de vertebrados do mesmo museu, explicou que o sedimento das rochas onde as pegadas estavam havia sido objeto de erosão, o que dificultava a manutenção de registros mais completos. Para confirmar a hipótese, Lyson marcou um ponto na rocha onde seriam encontradas mais pegadas e, ao escavar, localizaram uma quinta pegada, reforçando a tese de que o rastro pertencia ao gigante pré-histórico.

Analisando as características das pegadas, os cientistas notaram que os três dedos finos e a maior dimensão do dedo do meio eram semelhantes às do T. rex. Ainda segundo Lyson, na Formação Hell Creek, além do T. rex, outro dinossauro grande habitava o local, o Edmontosaurus, que tinha pés bastante diferentes. Assim, com a confirmação de mais pegadas, eles acreditam que o rastro foi deixado pelo T. rex, embora a confirmação oficial ainda não tenha sido divulgada pelas instituições envolvidas. A equipe espera que a descoberta estimule uma maior atenção às rochas e ao potencial de novas evidências fósseis na região.

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O que sabemos?

  • Pegadas de cerca de 90 cm de comprimento foram avistadas na Formação Hell Creek.
  • As pegadas possivelmente pertencem a um T. rex, o maior dinossauro carnívoro conhecido.
  • Foram encontradas pelo menos quatro pegadas, com uma quinta confirmada após escavação.
  • A formação é rica em fósseis de dinossauros do Cretáceo e o achado é considerado inédito na ciência.

Fontes

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