Tecnologia

Obra artística transforma notícias atuais em ficção distópica sobre o futuro da inteligência artificial

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Projeto de artistas brasileiros apresenta narrativa futurista que conecta o presente às possíveis consequências do uso desenfreado de IA

Imagem conceitual da instalação '2047: Arquivos do depois de antes' com elementos tecnológicos e futuristas
Imagem: Jornal da USP

A instalação '2047: Arquivos do depois de antes' usa fontes do presente para criar uma história fictícia ambientada no ano de 2047, explorando os impactos ambientais e sociais do avanço da inteligência artificial.

Uma nova obra artística chamada '2047: Arquivos do depois de antes' tem chamado atenção pelo seu formato inovador e pelo tema crítico que aborda: o futuro do planeta diante do crescimento da inteligência artificial (IA). Criada pelos artistas Giselle Beiguelman e Felipe Sztutman, a instalação transforma notícias do presente em uma narrativa distópica, mostrando um cenário onde cidades inteiras se tornam centros de datacenters, a mineração de terras raras avança e os recursos hídricos se tornam escassos.

Segundo a própria descrição da obra, a narrativa é conduzida por uma voz sintética chamada Herética Ablation, que é fruto de uma inteligência artificial programada pelos artistas. Para construir essa história, um agente de IA foi alimentado com notícias e estudos críticos sobre infraestrutura de tecnologia, incluindo o impacto da mineração de componentes essenciais, o consumo de água e energia, além da vigilância constante sobre os territórios. A partir dessas informações, o agente escreve capítulos ambientados no ano de 2047, conectando fatos presentes a uma ficção que mistura personagens, conflitos e cenários futuristas.

O projeto, que fica em exibição na Casa Firjan no Rio de Janeiro até 16 de novembro, também combina imagens geradas por IA, vídeos e uma impressora matricial que registra continuamente os capítulos escritos. A produção visual e textual visa mostrar, de maneira concreta, o custo material e energético dessa produção artística, disponibilizando detalhes sobre o consumo de recursos no seu site oficial. Assim, por meio da exposição, os autores pretendem não só criar uma narrativa ficcional, mas também refletir sobre o impacto ambiental das tecnologias que já fazemos parte do cotidiano.

Ainda que os detalhes da obra tenham sido divulgados pelo Jornal da USP, a iniciativa ainda não foi oficialmente confirmada por outras fontes, e o próprio site dos artistas aponta que a narrativa continua em construção. Além disso, informações específicas sobre projeções de impacto ou opiniões de especialistas no tema não foram divulgadas oficialmente. Assim, a obra representa uma provocação artística, envolvendo os espectadores na discussão de como o presente molda um futuro cada vez mais dependente de tecnologias de vigilância, consumo de recursos naturais e automação.

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Entretanto, o projeto também levanta uma questão importante: até que ponto as nossas notícias, estudos e debates atuais podem ser fundantes de uma visão distópica do futuro, ou seja, uma história de advertência sobre o uso exagerado de IA? Para quem acompanha as novidades tecnológicas, o que fica evidente é que o projeto traz à tona a necessidade de refletirmos sobre os custos eco-energéticos das nossas escolhas atuais, mesmo que ainda não confirmados oficialmente se essa narrativa futurista se baseia em projeções concretas ou é uma mera ficção artística.

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O que sabemos?

  • A obra mostra uma narrativa distópica de um futuro onde cidades se transformam em datacenters.
  • A narrativa é conduzida por uma voz sintética criada pelos artistas.
  • O projeto usa notícias atuais como fonte para construir a história ficcional.
  • O impacto ambiental, como consumo de energia e água, é destacado na obra.
  • A instalação está em exibição na Casa Firjan, no Rio de Janeiro, até 16 de novembro.

Fontes

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