Tecnologia

Entenda o que acontece se uma urna eletrônica apresentar falhas durante as eleições municipais

Em apuração ?

Procedimentos da Justiça Eleitoral buscam garantir a continuidade do voto e a integridade dos dados

Urna eletrônica sendo analisada em uma sala de votação
Imagem: Olhar Digital

Durante as eleições municipais de 2024, 0,6% das urnas precisaram ser trocadas ou reiniciadas devido a falhas, segundo relatório da OEA. Conheça os procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral ao lidar com esses problemas.

As eleições brasileiras utilizam urnas eletrônicas que, embora modernas e seguras, podem apresentar falhas no dia da votação. Quando isso ocorre, a Justiça Eleitoral possui procedimentos específicos para garantir que o processo continue sem prejuízos à integridade dos votos e ao registro de quem já votou. Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em caso de problema, a primeira ação consiste em reiniciar a equipamento na presença dos fiscais, procedimento que, de acordo com o órgão, não altera os votos já gravados nos cartões de memória ou o controle de votação.

Se reiniciar a urna não resolver a falha, o próximo passo pode ser a troca do equipamento, mesmo assim com uma preocupação maior: sincronizar as informações preservando os dados já computados. Essa sincronização permite que as informações sejam recuperadas para continuar a apuração a partir do ponto onde o problema ocorreu. Uma exceção, prevista pelo TSE, ocorre se a falha acontecer antes do segundo voto ser efetuado. Nesses casos, o primeiro eleitor pode precisar votar novamente, e o voto dele é considerado nulo se a falha for constatada antes do encerramento da votação dele.

Para manter a transparência e segurança, urnas defeituosas ou de contingência — usadas em casos extremos — são lacradas e enviadas à junta eleitoral e à equipe de fiscalização para análise posterior. Ainda assim, enquanto o problema não é resolvido, a votação pode ser feita por cédulas de papel, garantindo que o processo não seja interrompido. Essas ações fazem parte de um conjunto de protocolos que visam preservar a legalidade e confiabilidade das eleições.

De acordo com um relatório da missão de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA), durante as eleições municipais de 2024, 0,6% das urnas em todo o país tiveram de ser substituídas devido a falhas. Algumas urnas também foram reiniciadas após apresentar problemas, e em casos excepcionais, equipamentos de contingência tiveram que ser utilizados. Os procedimentos adotados seguem uma lógica semelhante às de eleições anteriores, reforçando a estratégia da Justiça Eleitoral de manter a votação em andamento sem perder o registro de votos ou o controle do processo eleitoral.

Ainda não há detalhes oficiais sobre os motivos específicos dessas falhas ou se houve algum incidente que tenha impactado significativamente o resultado eleitoral. A Justiça Eleitoral permanece atenta às possíveis ocorrências e reforça que sua prioridade é garantir uma votação segura, confiável e transparente para todos os eleitores.

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O que sabemos?

  • 0,6% das urnas foram substituídas em 2024 devido a falhas, segundo relatório da OEA
  • Procedimentos de contingência incluem reinício, troca ou uso de urnas de reserva
  • Se a falha ocorrer antes do segundo voto, o eleitor pode precisar votar novamente
  • Urnas defeituosas e de contingência são lacradas para análise futura
  • A Justiça busca preservar votos e registros de votação mesmo em falhas

Fontes

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