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A descoberta do Homem de Gelo nos Alpes italianos surpreende arqueólogos após 35 anos

Em apuração ?

Múmia de quase 5 mil anos revela detalhes sobre a vida no período neolítico

Imagem da múmia do Homem de Gelo exposta no Museu de Arqueologia de Tirol do Sul
Imagem: CNN Brasil

Encontrado por turistas alemães em 1991, Ötzi é a múmia mais antiga do mundo e continua a fascinar cientistas com seus detalhes preservados.

Em uma trilha nos Alpes tiroleses, a cerca de 3.000 metros de altitude, um casal de turistas alemães chamou a atenção ao encontrar uma silhueta parcialmente enterrada no solo congelado. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, essa descoberta, feita em 19 de setembro de 1991, mudou os rumos da arqueologia ao revelar a múmia mais antiga do mundo, datada de aproximadamente 5 mil anos atrás, do período neolítico. A figura de calvo, com tatuagens espalhadas pelo corpo, foi encontrada enterrada de bruços no gelo, com seu rosto e tronco fora do gelo, bem preservada pelas condições climáticas extremamente úmidas e frias da região.

Ao longo de mais de três décadas de estudos, o fóssil humano conhecido como Ötzi, que significa 'Homem de Gelo' em italiano, tem sido objeto de intensas pesquisas. Segundo especialistas, ele tinha cerca de 46 anos ao falecer, media cerca de 1,57 metros e apresentava uma pele escura típica das etnias mediterrâneas. Sua aparência detalhada é possível graças às condições de preservação excepcionais, que o deixaram bem conservado após milhares de anos sob o gelo. Entre as descobertas, estão suas tatuagens, que alguns cientistas acreditam tratar-se de uma antiga forma de terapia contra dores, similares à acupuntura.

O corpo de Ötzi revela sinais de dificuldades enfrentadas na época, como cáries, parasitas no intestino, além de várias fraturas ao longo da vida, incluindo no nariz e nas costelas. A primeira análise indicou que ele passava fome pouco antes de sua morte. Ainda conforme a CNN Brasil, seus pertences também chamam atenção: perneiras, casaco e chapéu feitos com pele de ovelha, urso e cabra, além de uma única sandalha de couro bovino com capim. Em seu equipamento, havia uma mochila de madeira, uma aljava com 20 flechas — 18 delas sem pontas — uma adaga de madeira e chifre, um machado de cobre e instrumentos para fazer fogo.

Indicativos de violência também fizeram parte do estudo. Segundo a fonte, Ötzi apresentava uma perfuração de flecha nas costas, perto do ombro esquerdo, atingindo uma artéria, além de uma grave hemorragia no cérebro, que podem ter sido causas de sua morte. Ainda não há confirmação oficial sobre qual ferimento foi o principal responsável pelo óbito, já que ele também tinha um corte defensivo na mão, indicando que alguém pode tê-lo esfaqueado ou atacado antes de sua última luta pela vida. Essa combinação de ferimentos leva os especialistas a acreditarem que pode ter ocorrido um conflito ou ataque durante sua vida no neolítico, mas ainda sem uma conclusão definitiva.

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O que sabemos?

  • A múmia foi encontrada em 1991, no alto dos Alpes italianos.
  • Ötzi tem cerca de 5 mil anos, datando do período neolítico.
  • Ele tinha 46 anos, era calvo, magro, com tatuagens e tinha sinais de múltiplas mazelas de vida.
  • Reconhecido como a múmia mais antiga do mundo, está exposta no Museu de Arqueologia de Tirol do Sul, na Itália.

Fontes

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