Tecnologia

Motoboys de São Paulo acusam empresas de tentar diminuir protesto com bônus relâmpago

Em apuração ?

Manifestantes relataram oferta de valores extras durante paralisação que reivindica melhorias na categoria

Motoboys em manifestação na zona oeste de São Paulo, com placas e motocicletas.
Imagem: Folha de S.Paulo

Na capital paulista, motoboys em protesto contra tarifas e mudanças na legislação alegam ter sido alvo de ofertas de bônus por parte de plataformas de delivery. Ministério Público do Trabalho investiga as denúncias, que ainda não foram confirmadas oficialmente.

Na manhã desta terça-feira (1º), entregadores de aplicativos realizaram um breque generalizado em São Paulo, reivindicando uma taxa mínima de R$ 10 para entregas de até 4 km, além de protestar contra mudanças propostas no projeto de lei 152 de 2025, que trata dos direitos da categoria, e contra o programa Mais Entregas do iFood. Os motoboys alegam que houve uma tentativa por parte de algumas plataformas de diminuir a adesão ao movimento por meio da oferta de bônus financeiros de última hora. Segundo a denúncia levada ao Ministério Público do Trabalho (MPT), esses bônus — que variaram entre R$ 3 e R$ 9 — foram oferecidos entre às 9h e às 14h, principalmente na zona oeste de São Paulo, próximo à Praça Charles Miller, no bairro do Pacaembu, onde a manifestação teve início.

A denúncia foi protocolada pelo representante do Movimento dos Trabalhadores Sem Direitos, Elias Pereira Freitas da Silva Júnior, que pediu ao MPT que investigasse a possível prática de tentar enfraquecer a ação sindical através de incentivos financeiros de caráter oportunista. Segundo ele, a ação visa proteger o direito de protesto dos entregadores e evitar que estratégias de plataformas possam influenciar negativamente a mobilização. Em resposta às alegações, a Keeta, uma das empresas envolvidas, negou any tentativa de oferecer bônus com essa finalidade, afirmando que "como entregadores parceiros, eles sempre têm autonomia para decidir quando ficar online e quais entregas aceitar". Ainda assim, até o momento, a 99Food não se pronunciou oficialmente sobre o episódio.

As denúncias aguarda confirmação de outras fontes e ainda não tiveram sua veracidade confirmada oficialmente. A questão levanta debates sobre a autonomia dos motoboys e os possíveis interesses de plataformas de delivery na manutenção de protestos ou ações coletivas, que representam uma parte importante dos trabalhadores de entregas na cidade. Este episódio traz à tona uma reflexão sobre estratégias empresariais e direitos trabalhistas em um ambiente marcado por alta competitividade e mudanças na legislação, ainda em discussão no Congresso.

Até o momento, o caso está sob investigação e as plataformas negam qualquer tentativa de desmobilizar os protestos por meio de incentivos financeiros de última hora. A movimentação envolve uma categoria que, segundo fontes do setor, é fundamental na rotina do comércio urbano, mas que ainda enfrenta desafios relativos à sua regulamentação e reconhecimento legal.

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O que sabemos?

  • Motoboys realizaram greve em São Paulo nesta terça-feira (1º).
  • Denúncia alegou oferta de bônus de R$ 3 a R$ 9 por plataformas durante a paralisação.
  • Bônus foram oferecidos entre 9h e 14h na zona oeste de São Paulo, próximo ao Pacaembu.
  • Denúncia enviada ao Ministério Público do Trabalho por representante do Movimento dos Trabalhadores Sem Direitos.
  • Keeta negou ter oferecido bônus com esse intuito; 99Food não se pronunciou até o momento.

Fontes

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