Uma pesquisa da Pearson em parceria com a AWS indica que a IA reforça a necessidade do diploma. No Brasil, a maioria acredita que ela amplia a relevância do ensino superior.
Uma pesquisa realizada pela holding de educação Pearson, em parceria com a Amazon Web Services (AWS), revela que a inteligência artificial (IA) tem um impacto positivo na percepção da importância da formação universitária no Brasil. A consulta, exclusiva até o momento divulgada pela CNN Brasil, ouviu estudantes, empregadores e líderes do ensino superior em seis países, incluindo o Brasil, e mostra que, ao contrário do que muitos poderiam imaginar, a IA não diminui a relevância do diploma, mas pelo contrário, a torna mais essencial.
Segundo a pesquisa, 74% dos estudantes e empregadores brasileiros afirmaram que a inteligência artificial torna a formação universitária mais necessária. Este dado é um dos maiores entre os países analisados na pesquisa, destacando a preocupação e o entendimento de que a IA reforça a importância do conhecimento acadêmico como uma base para o desenvolvimento de habilidades mais complexas. Além de facilitar o acesso à informação, a IA também potencializa a necessidade de contextos, métodos e experiências que a universidade oferece para que estudantes desenvolvam repertório, pensamento crítico e capacidade de transformar dados em decisões.
Heloísa Avilez, diretora de Higher Education da Pearson, destacou que "a IA tornou o acesso à informação muito mais rápido, mas acesso à informação não é a mesma coisa que aprendizagem". Para ela, a formação universitária tem um papel que vai além do conteúdo, incluindo o desenvolvimento de habilidades que tornam o estudante capaz de aplicar seu conhecimento na prática. Entre os líderes do ensino superior ouvidos, incluindo reitores, administradores e professores, 57% prevêem uma valorização crescente da formação acadêmica, reforçando a ideia de que o diploma continuará a ser um diferencial importante no cenário educacional.
Especialistas como o neurocientista Álvaro Machado reforçam essa visão, dizendo que o diploma funciona como uma promessa de pensamento crítico e de ir além do básico. Ele explica que, apesar do avanço das ferramentas de IA, a formação universitária deve proporcionar também o desenvolvimento de competências que habilitam o estudante a pensar de forma autônoma e a solucionar problemas complexos, habilidades cada vez mais demandadas pelo mercado de trabalho até 2030, quando 88% das empresas veem a IA como motor de competitividade.
Apesar de ainda não haver confirmações oficiais de todas as informações ou de uma ampla divulgação por outros veículos, a pesquisa indica uma mudança de paradigma na educação superior brasileira, que passa a entender a inteligência artificial não como uma ameaça, mas como uma potencialização do valor do diploma, oferecendo uma perspectiva de maior validação e necessidade de uma formação sólida, capaz de transformar dados em soluções práticas.
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O que sabemos?
✓Estudo da Pearson e AWS aponta que 74% de estudantes e empregadores brasileiros veem a IA como reforço da importância do diploma.
✓Pesquisa inclui seis países, com destaque para o Brasil.
✓Heloísa Avilez afirma que acesso à informação não equivale a aprendizagem, ressaltando o papel do ensino superior.
✓57% dos líderes do ensino superior brasileiros preveem valorização da formação.
✓Neurocientista destaca que o diploma promove pensamento crítico além do básico.
✓Empresa prevê que até 2030, a IA será principal motor de competitividade para 88% das empresas brasileiras.