Tecnologia

Inteligência artificial transforma habilidades no mercado de trabalho brasileiro

Em apuração ?

Especialistas avaliam oportunidades e desafios da adoção da IA na economia e nas profissões

Imagem: Folha de S.Paulo

O avanço da IA no Brasil revela uma reconfiguração das funções profissionais. Pesquisa mostra crescimento no uso de tecnologia e a necessidade de novas competências humanas.

Nos últimos meses, a inteligência artificial (IA) tem dado um passo rápido e expressivo, deixando de ser uma tecnologia de laboratório para se integrar ao cotidiano das empresas brasileiras e globais. Segundo fontes do setor de inovação, essa rápida adoção tem provocado uma reestruturação nas tarefas realizadas por trabalhadores de diferentes setores, levando a uma mudança significativa nas habilidades que serão valorizadas no mercado.

De acordo com uma fonte do setor de tecnologia, a IA tem ajudado a liberar o tempo dos profissionais ao assumir tarefas repetitivas e burocráticas, permitindo que eles dediquem mais atenção a atividades que envolvem julgamento, criatividade e relacionamento. Essa mudança, apontada por especialistas, abre espaço para o desenvolvimento de soft skills — habilidades humanas como pensamento crítico, ética, colaboração e adaptabilidade — que se mostram cada vez mais essenciais.

Um estudo recente divulgado pelo Fórum Econômico Mundial projeta que, até 2030, a transformação do mercado de trabalho criará aproximadamente 170 milhões de novos empregos, ao mesmo tempo em que deslocará cerca de 92 milhões de funções. Contudo, a mesma análise alerta que 39% das competências hoje requeridas correm risco de perder relevância ou se tornarem obsoletas nesse período, exigindo uma adaptação rápida por parte dos profissionais.

Dentro do universo das startups e das empresas brasileiras, o uso da IA vem crescendo. Dados de uma pesquisa conduzida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) apontam que a implementação de inteligência artificial passou de 13% para 17% entre as empresas do país em apenas um ano. Essa tecnologia tem permitido testar hipóteses com maior agilidade, ampliar operações e transformar problemas reais em novos serviços, mas tudo isso exige uma estratégia clara, boa qualidade de dados e responsabilidade no uso.

Apesar do otimismo com as possibilidades, há um consenso de que a discussão sobre a inteligência artificial no trabalho não deve se limitar ao aspecto tecnológico. Segundo uma fonte do setor consultado, trata-se de uma questão que envolve pessoas, suas competências e o papel das instituições na coordenação dessa transição. Ainda não há uma confirmação oficial de que o aumento no uso de IA traga, automaticamente, uma destruição de empregos, mas o que se observa é uma mudança na dinâmica do trabalho, com impactos que precisam ser acompanhados de perto pelas políticas públicas e pelo setor privado.

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O que sabemos?

  • O uso de inteligência artificial nas empresas brasileiras passou de 13% para 17% em um ano.
  • A IA ajuda a liberar tempo humano ao assumir tarefas repetitivas.
  • A transformação do mercado de trabalho deve criar 170 milhões de novos empregos até 2030.
  • 39% das habilidades atuais podem perder relevância nesse período.

Fontes

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