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Descoberta do fóssil de uma das maiores tartarugas de água doce do mundo na Amazônia brasileira

Em apuração ?

Encontrada na região do rio Acre, descoberta revela novo capítulo no entendimento da fauna pré-histórica da região

Fóssil de uma tartaruga gigante parcialmente enterrado no afloramento de Patos
Imagem: Revista Galileu

Uma equipe de paleontólogos encontrou um fóssil de uma tartaruga gigante durante expedição na fronteira entre Brasil e Peru, na Amazônia. A descoberta ocorreu em Patos, no Acre, e ainda não foi oficialmente confirmada, mas promete ampliar os conhecimentos sobre espécies extintas na região.

No mês de junho de 2025, uma expedição científica na Amazônia brasileira resultou na curiosa e importante descoberta de um fóssil que, segundo relatos ainda não confirmados oficialmente, seria da maior tartaruga de água doce já registrada no mundo. O achado ocorreu na localidade conhecida como Patos, na Terra Indígena Cabeceira do Rio Acre, na fronteira entre Brasil e Peru, área de grande valor paleontológico para o Acre e a Amazônia ocidental.

Segundo relatos de um dos participantes, o pesquisador Edson Guilherme Silva, a equipe enfrentou uma travessia difícil por causa do rio em período de estiagem. Na época, o nível do rio Acre tinha baixado bastante, revelando bancos de areia e obstáculos naturais como galhos e troncos acumulados na margem, chamados de 'pauzadas', que dificultaram o avanço do barco e exigiram força e resistência para continuar a jornada. Ainda assim, após aproximadamente sete horas de navegação, os cientistas conseguiram alcançar o sítio fossilífero, que já é estudado desde final dos anos 1970 por pesquisadores de diferentes universidades e instituições.»

De acordo com o relato, ao pisar no local, a equipe foi imediatamente atraída por vestígios de fósseis de aves, serpentes e pequenos roedores, encontrados em expedições anteriores. No entanto, foi quando chegaram ao ponto onde o professor Francisco Ricardo Negri, também da UFAC, já se encontrava, que a descoberta se deu de forma inesperada. Segundo informações obtidas, Negri estaria no início do afloramento fossilífero, enquanto os outros já estavam uns cem metros adiante; foi nesse momento que ouviu-se seus gritos de surpresa e indignação, com a frase: “Vocês não viram a tartaruga? Vocês são cegos?”, sinalizando que algo importante tinha sido encontrado.

O episódio gerou uma confusão de emoções entre a equipe, que envolveu gritos de entusiasmo ao redor do afloramento. Ainda não há confirmação oficial sobre o fóssil em si, mas há relatos de que a descoberta tratava-se de uma tartaruga de grande porte, que poderia ser a maior de água doce já conhecida, possivelmente com milhões de anos de existência. Tal afirmativa foi divulgada pela revista Galileu, mas o departamento responsável pela pesquisa ainda não emitiram um pronunciamento oficial ou confirmação. A origem da descoberta, a complexidade do local e a dificuldade de acesso tornam esse achado relevante para o entendimento do passado paleontológico da Amazônia, uma região ainda pouco conhecida em relação às espécies que nela habitaram ao longo do tempo.

Para o especialista, a importância de um fóssil como esse reside no potencial de ampliar o entendimento sobre os ecossistemas aquáticos pré-históricos na região, além de reforçar a ideia de que a biodiversidade da Amazônia vai muito além do que se conhece atualmente. Ainda assim, as informações oficiais ainda aguardam confirmação, dado o caráter preliminar da notícia e o fato de que a divulgação por parte dos pesquisadores não foi feita oficialmente até o momento. A expedição, que reuniu 16 pessoas entre pesquisadores, estudantes e barqueiros locais, deve continuar os estudos assim que as condições de acesso permitirem novos avanços na análise do fóssil.

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O que sabemos?

  • Fóssil encontrado na região do rio Acre em junho de 2025
  • Suposta descoberta de uma das maiores tartarugas de água doce do mundo
  • A descoberta ocorreu na localidade de Patos, na Terra Indígena Cabeceira do Rio Acre
  • Relato ainda não confirmado oficialmente pelos responsáveis pela pesquisa

Fontes

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