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Descoberta de fóssil de uma das maiores tartarugas de água doce do mundo na Amazônia brasileira

Em apuração ?

Expedição revela vestígios de uma enorme tartaruga pré-histórica na fronteira entre Brasil e Peru

Descoberta de fóssil de uma das maiores tartarugas de água doce do mundo na Amazônia brasileira
Imagem: Revista Galileu

Durante uma expedição ao rio Acre, paleontólogos encontraram fósseis que podem pertencer à maior tartaruga de água doce já registrada. O achado ocorreu na região de Patos, uma área de grande relevância paleontológica na Amazônia ocidental.

Na Amazônia brasileira, uma expedição científica realizada em meados de 2025 trouxe à tona um achado que pode mudar o entendimento sobre a fauna de água doce do passado da região. Depois de sete horas de navegação pelo rio Acre, uma equipe composta por pesquisadores, estudantes e barqueiros da Reserva Extrativista Chico Mendes chegou ao local conhecido como Patos, uma área de grande importância paleontológica situada na Terra Indígena Cabeceira do Rio Acre, na fronteira entre o Brasil e o Peru. Essa região despertou interesse científico desde o final dos anos 1970, quando levantamento geológico e paleontológico realizado por pesquisadores estadunidenses apontou para um potencial rico em vestígios de vida pré-histórica.

Segundo informações ainda não oficialmente confirmadas, o acesso a Patos é extremamente desafiador, especialmente na estação seca, quando o nível do rio baixa drasticamente, revelando bancos de areia e 'pauzadas' — acúmulos de galhos e troncos que dificultam a navegação. A travessia por essas áreas exige resistência física e atenção redobrada, pois muitas vezes é necessário abandonar o barco e empurrá-lo, além de tomar cuidado para não pisar em arraias que podem aparecer nas margens. Essas dificuldades fazem com que expedições científicas ao local sejam raras, podendo passar anos ou até décadas entre uma visita e outra, devido às condições hidrológicas da região.

Na expedição de 2025, a equipe, composta por 16 pessoas, chegou ao afloramento fossilífero – uma rocha que expõe vestígios do passado — que em expedições anteriores havia renderizado fósseis de aves, serpentes e pequenos roedores. Os pesquisadores, liderados pelo professor Edson Guilherme Silva, da Universidade Federal do Acre (UFAC), e pelo colega Francisco Ricardo Negri, tiveram seu momento de entusiasmo atingido na manhã de 5 de setembro, quando Negri avistou um grande fóssil e começou a gritar. Outros membros da equipe, incluindo Silva, se uniram à expectativa, mas foram surpreendidos por uma afirmação que, até o momento, ainda não foi confirmada oficialmente: segundo a Revista Galileu, o professor Negri teria dito, indignado, 'Vocês não viram a tartaruga? Vocês são cegos?'. Essa declaração, que provocou uma mistura de surpresa e animação, sugere a descoberta de um fósseo de uma tartaruga de tamanho excepcional, possivelmente a maior de água doce já registrada na história.

Apesar de o achado ser altamente divulgado na mídia especializada, ainda não há confirmação oficial de que o fóssil realmente pertença a esse gigante da paleofauna. A informação foi divulgada por uma revista científica, mas o clube de pesquisadores envolvidos e as instituições científicas ainda não se pronunciaram oficialmente, enfatizando que a notícia está em fase preliminar. Caso seja confirmed, a descoberta poderá abrir novas perspectivas sobre a biodiversidade e os ecossistemas aquáticos que habitaram a região durante períodos passados, além de contribuir para o entendimento sobre a evolução das tartarugas de água doce na América do Sul.

O episódio revela, mais uma vez, a relação entre o isolamento geográfico da Amazônia e a dificuldade de acesso a regiões ricas em vestígios fósseis, além da paixão e perseverança dos pesquisadores que enfrentam esses obstáculos em busca de respostas sobre a história natural da região. A expectativa, por ora, é que novos estudos e análises laboratoriais possam confirmar a autenticidade do fóssil e revelar detalhes sobre a sua idade, tamanho e espécie. Mas, enquanto isso, o que se sabe é que uma equipe de paleontólogos viveu um momento marcante na tentativa de desvendar os mistérios do passado amazônico, despertando a curiosidade sobre o que mais esses vestígios podem revelar de nossa história antiga.

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