Estudo revela perfil dos edifícios em Piracicaba: pets são bem-vindos, mas infra de recarga para carros elétricos é rara
Levantamento presencial analisou 464 prédios em 52 bairros e mostrou o cenário da verticalização na cidade
Uma pesquisa realizada pela plataforma Só Apê identificou que a grande maioria dos edifícios em Piracicaba é residencial, aceita animais de estimação, mas poucos possuem infraestrutura para veículos elétricos e espaços de trabalho compartilhados.
Um estudo inédito sobre os edifícios de Piracicaba mostrou algumas características marcantes da verticalização na cidade: quase 96% dos prédios analisados são residenciais, a maioria permite animais de estimação, mas poucas unidades contam com infraestrutura para veículos elétricos ou espaços de coworking. A pesquisa foi feita pela plataforma Só Apê, que identificou 532 prédios na cidade e analisou presencialmente 464 deles, distribuídos em 52 bairros diversos.
Segundo o levantamento detalhado, 95,7% dos prédios mapeados são destinados à moradia, enquanto apenas 3% têm uso comercial e 1,3% são de uso misto. Um dado que chamou a atenção é que 96,3% dos condomínios permitem a presença de pets nas regras de convivência, revelando uma inclinação clara para acomodar animais de estimação. Entretanto, apenas 3,9%, ou seja, 18 edifícios, possuem áreas destinadas especificamente aos bichos.
Outro aspecto relevante é a quase ausência da infraestrutura para veículos elétricos: só 5,8% dos prédios, equivalente a 27 unidades, têm pontos de recarga. Essa carência aponta para um desafio em relação à adoção de tecnologias de mobilidade sustentável na cidade, especialmente diante do crescimento desse tipo de veículo.
Além disso, mesmo com a expansão do home office trazida pela pandemia, apenas 1,3% dos edifícios avaliados oferecem espaços adaptados para trabalho remoto, como áreas office ou coworking. Isso sugere que a oferta imobiliária ainda não acompanhou a transformação nas formas de trabalho e convivência.
O estudo também esclareceu que algumas limitações foram encontradas na análise: 68 edifícios foram excluídos por estarem em obras, falta de acesso presencial devido à portaria automatizada ou incompletude das informações. A metodologia não considerou o número de apartamentos por prédio, nem avaliou a experiência dos moradores ou o valor dos imóveis, focando apenas nas características físicas e regras dos condomínios.
De acordo com a plataforma Só Apê, o propósito do levantamento foi justamente mapear o perfil da verticalização em Piracicaba e destacar as principais características e lacunas do setor na cidade. Ainda não há confirmação oficial de outras fontes sobre os dados apresentados, que até o momento foram divulgados exclusivamente pelo g1 Piracicaba e região.
O que sabemos?
- Maioria dos edifícios em Piracicaba são residenciais (95,7%)
- 96,3% dos prédios permitem animais de estimação, mas só 3,9% têm áreas específicas para pets
- Apenas 5,8% dos prédios têm infraestrutura para recarga de veículos elétricos
- Somente 1,3% dos edifícios oferecem espaços de coworking ou office
Fontes
- G1 imprensa





