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Estudo de 1960 sugere que o mundo pode acabar em 2026, mas a realidade é mais complexa

Em apuração ?

Predição antiga volta a despertar discussões sobre o futuro da humanidade

Diversas pessoas em uma cidade, representando a população mundial.
Imagem: CNN Brasil

Uma previsão feita há mais de 60 anos aponta para um possível apocalipse em novembro de 2026. Apesar de o estudo basear-se em uma teoria de excesso populacional, especialistas destacam que os dados atuais indicam uma tendência diferente.

Um estudo antigo, publicado na década de 1960, voltou a ganhar atenção ao sugerir que o fim do mundo poderia acontecer em 13 de novembro de 2026. Segundo informações divulgadas por uma fonte especializada, essa previsão foi feita em 1960 por Heinz von Foerster, físico da Universidade de Illinois, que afirmou que a humanidade estaria caminhando para um colapso devido ao crescimento descontrolado da população.

Na sua pesquisa, publicada na revista Science, Von Foerster sustentava que o aumento exacerbado das taxas de natalidade levaria à superlotação do planeta, causando uma catástrofe definitiva. A teoria, na época, se apoiava em projeções de crescimento populacional que, segundo ele, seriam impossíveis de sustentar a longo prazo. Contudo, essa previsão remonta a uma época em que as taxas de natalidade eram bem diferentes das atuais.

Nos anos recentes, dados do IBGE apontam uma mudança significativa no cenário demográfico brasileiro. Uma pesquisa divulgada em 2025 mostrou queda de 5,8% no número de nascimentos em 2024, em comparação com 2023. Foram registrados cerca de 2,44 milhões de nascimentos em 2024, enquanto no ano anterior essa cifra chegou a mais de 2,52 milhões, evidenciando uma redução de aproximadamente 146 mil nascimentos. Especialistas alertam que essa tendência de declínio pode alterar a composição da população e colocar pressão sobre o mercado de trabalho e os programas sociais.

Embora a previsão de 1960 indique um potencial apocalipse em 2026, a realidade de hoje parece indicar o contrário: a queda recente nas taxas de natalidade aponta para uma mudança no panorama demográfico mundial, e muitos analistas consideram que uma superpopulação não é mais uma ameaça iminente, mas um paradigma que está em transformação.

De acordo com especialistas em demografia e economia, um cenário de excesso de pessoas, como o previsto pelo estudo de Heinz von Foerster, parece distante da realidade atual, na qual países como a China, por exemplo, já vivem uma queda contínua na sua população, enquanto a esperança de vida aumenta. Ainda não há confirmações de que a data de 13 de novembro de 2026 tenha qualquer respaldo oficial ou científico, e a maioria dos estudiosos afirma que as previsões feitas há décadas estão desatualizadas para refletir o momento presente.

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O que sabemos?

  • Um estudo de 1960 sugere que o apocalipse poderia acontecer em 13 de novembro de 2026.
  • A previsão foi feita por Heinz von Foerster, físico da Universidade de Illinois.
  • Dados de 2024 mostram uma queda de 5,8% no número de nascimentos no Brasil em relação a 2023.
  • A população brasileira registrou cerca de 2,44 milhões de nascimentos em 2024, reduzindo-se de mais de 2,52 milhões em 2023.
  • Especialistas dizem que o cenário de excesso populacional anunciado na década de 1960 está desatualizado e que as tendências atuais indicam uma mudança demográfica.

Fontes

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