Computadores quânticos operam em temperaturas menores que as do espaço sideral, indicando avanço na tecnologia de ponta
Tecnologia quântica atinge níveis de frio extremos, potencializando futuras aplicações em inteligência artificial e simulações científicas
Pesquisas revelam que computadores quânticos funcionam em temperaturas mais baixas que o espaço sideral, próximos a -270°C, graças ao uso de supercondutores super resfriados. Esses avanços abrem caminho para melhorias na IA e modelagem de moléculas.
Segundo fontes especializadas, a computação quântica é uma área que opera em temperaturas extremamente baixas, menores que as do espaço sideral, que fica próximo de -270°C. Ainda não confirmado oficialmente, esse dado revela que os computadores quânticos usam supercondutores que, para funcionar, precisam estar a cerca de 100 vezes mais frios que um grau acima do zero absoluto, um nível de frio que supera o ambiente do espaço sem luz solar. Esses supercondutores, essenciais para garantir a estabilidade do sistema, permitem que elétrons se movam sem resistência, algo que é fundamental para a preservação do estado quântico dos dispositivos.
O funcionamento desses computadores está ligado a uma combinação de componentes: processadores quânticos, que atuam como o cérebro da máquina; supercondutores, os responsáveis pelo armazenamento e manutenção do estado quântico sem perdas; sistemas de controle, que manipulam individualmente as informações; e softwares quânticos, que podem revolucionar algoritmos até então considerados impossíveis de serem executados por computadores tradicionais. Ainda assim, a tecnologia enfrenta desafios, uma vez que o qubit, unidade básica de informação quântica, é extremamente delicado, perdendo sua coerência com qualquer vibração ou calor, o que limita o uso inicial para correção de erros.
Segundo uma fonte do setor, o executivo Felipe Louzas, da empresa Claranet, afirmou que a tecnologia costuma ser vista com ambivalência: por um lado, como uma promessa de grandes avanços, por outro, como uma ameaça que atrapalha a tomada de decisão de investimentos. Ainda não há consenso sobre o prazo para esses avanços serem acessíveis ao grande público ou ao mercado, mas as indicações apontam para uma fase de pesquisa e desenvolvimento intensa, com potencial de transformar áreas como inteligência artificial e modelagem molecular.
De acordo com especialistas, enquanto os computadores convencionais processam informações por meio de bits, os quânticos usam qubits, capazes de manipular informações de forma inacessível ao processamento clássico. Contudo, por causa da curta duração do estado quântico, esses dispositivos precisam de estratégias específicas para realizar suas funções, sobretudo na correção de erros. Essa capacidade de simular comportamentos moleculares a partir da força bruta dos processadores promete uma revolução na ciência, permitindo, por exemplo, prever reações químicas sem a necessidade de sintetizar moléculas e realizar experimentos físicos, uma tarefa que faria toda a diferença na pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos ou materiais.
O que sabemos?
- Computadores quânticos operam em temperaturas próximas a -270°C, mais frias que o espaço sideral.
- Usam supercondutores, que funcionam sem resistência elétrica, em temperaturas extremas.
- Utilizam qubits ao invés de bits, permitindo simulações complexas.
- A tecnologia ainda está em fase de pesquisa, com potencial para revolucionar IA e ciência molecular.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





