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Estudo revela que bebidas vegetais podem favorecer proliferação de bactérias, especialmente as mais densas em nutrientes

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Pesquisas na Unicamp apontam riscos na composição de drinks à base de plantas que permanecem em temperatura ambiente

Bebidas vegetais sendo examinadas em laboratório com bactérias maduras
Imagem: Agência FAPESP

Testes realizados na Unicamp indicam que bebidas vegetais com alto teor de proteínas e fibras podem facilitar o crescimento de bactérias patogênicas. A pesquisa alerta para a necessidade de reforçar medidas de segurança na indústria alimentícia.

Um estudo realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que bebidas vegetais produzidas com ingredientes como aveia, castanha de caju, amêndoa e ervilha podem oferecer riscos à saúde se não forem devidamente manuseadas e armazenadas. Segundo fontes da instituição, ao inocular essas bebidas com bactérias patogênicas comuns — Bacillus cereus, Escherichia coli e Salmonella Typhimurium — os pesquisadores observaram que, mesmo após 12 horas em temperatura ambiente, essas bactérias continuaram a se multiplicar, principalmente em formulações com maior teor de proteínas, fibras e energia.

A pesquisa, conduzida pela Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA-Unicamp), aponta que a composição dessas bebidas influencia diretamente na proliferação de microrganismos nocivos. As experiências foram realizadas em diferentes temperaturas, incluindo 25°C, 30°C e 37°C, sempre sob o mesmo período de incubação. A maior velocidade de crescimento ocorreu a 37°C, onde a E. coli e a Salmonella tiveram aumento expressivo, mas o estudo também mostrou que a bactéria Bacillus cereus cresceu mais intensamente em formulações ricas em nutrientes, independentemente da temperatura, especialmente naquelas com maior concentração de proteínas, fibras, gordura, sódio e valor energético.

Segundo o pesquisador responsável, o professor Anderson Sant’Ana, "a análise mostrou que além da temperatura, a composição nutricional é um fator determinante para o crescimento bacteriano. Bebidas vegetais densas em nutrientes, como as à base de aveia ou ervilha, quando armazenadas a temperaturas mais altas, oferecem maior risco de contaminação por E. coli e Salmonella." Ainda de acordo com ele, a situação é preocupante porque esses produtos, cada vez mais populares entre consumidores que buscam alternativas sustentáveis ou intolerantes à lactose, podem ser contaminados ou se tornarem focos de proliferação bacteriana se não houver os devidos cuidados no armazenamento e na produção.

Por enquanto, a pesquisa ainda não foi oficialmente publicada para além da agência de notícias que divulgou o estudo, a FAPESP, e o próprio estudo não confirmou outras fontes de informação. Contudo, o alerta da universidade reforça a necessidade de a indústria adotar novas estratégias de segurança, não apenas na composição das bebidas, mas também na conservação e na higiene durante todo o processo de fabricação.

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O que sabemos?

  • Bebidas vegetais com alto teor de proteínas e fibras favorecem proliferação de bactérias.
  • Estudo foi feito na Unicamp e inoculou micro-organismos em cinco marcas comerciais.
  • Temperatura influencia o crescimento bacteriano, maior a 37°C.
  • Bactérias testadas: Bacillus cereus, Escherichia coli e Salmonella Typhimurium.

Fontes

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