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Descoberto aqueduto pré-romano na região de Sabina, na Itália

Em apuração ?

Estrutura antiga revela avanços na engenharia e organização social pregresso à Roma

Imagem de estrutura arqueológica de aqueduto com arco ogival na Sabina, Itália
Imagem: Aventuras na História

Um aqueduto de aproximadamente 100 metros, datado do período pré-romano, foi encontrado em Monteleone Sabino, contribuindo para o entendimento da história da antiga Sabina.

Uma equipe de arqueólogos e especialistas anunciou a descoberta de um aqueduto pré-romano na cidade de Monteleone Sabino, no município de Rieti, na Itália. Segundo informações de uma única fonte até o momento, a estrutura — com cerca de 100 metros de extensão — foi documentada na região histórica de Sabina, e hoje é aberta à visitação pública. Essa estrutura revela detalhes importantes sobre o desenvolvimento social e técnico dos povos que habitaram a região antes da chegada e expansão do domínio romano.

De acordo com a pesquisa coordenada pela Superintendência de Arqueologia, Belas Artes e Paisagem da região metropolitana de Roma e da província de Rieti, o trabalho de campo foi conduzido pelo Grupo Espeleológico-Arqueológico Vespertilio. A estrutura possui uma seção transversal ogival, ou seja, em formato de arco pontiagudo, típico de técnicas avançadas de engenharia. O aqueduto foi escavado em formações rochosas de conglomerado — uma mistura de pedras arredondadas cimentadas — e intercalado por camadas de argila margosa, um sedimento rico nesse material. Os especialistas indicam que estas rochas remontam ao período Plioceno-Pleistoceno, e que sua construção representou um esforço de engenharia em meio a terrenos instáveis.

Segundo fontes, os construtores originais abriram túneis de acesso lateral de forma regular, antes de escavar de modo paralelamente ao longo da crista da colina onde fica a entrada. Com um planejamento meticuloso, o projeto foi adaptado às irregularidades do relevo, demonstrando uma organização técnica sofisticada para a época. Acredita-se que toda essa infraestrutura tenha tido como objetivo o transporte de água, possivelmente para utilização na agricultura local, seja na drenagem de campos, na melhora do solo ou no controle do fluxo hídrico, o que indicaria uma administração territorial bastante estruturada. A equipe de pesquisa atribui a autoria do projeto ao pagus dos Mutuesci, uma divisão rural da época, que teria recursos técnicos, econômicos e organizacionais para realizar obras de tal porte.

As investigações continuam, combinando arqueologia e espeleologia — estudo de cavernas — para permitir uma análise detalhada das estruturas subterrâneas e dos espaços reduzidos do aqueduto. Essa abordagem visa entender melhor a organização social e territorial daquela época, além de fornecer insights sobre os povos que habitavam a região antes da influência romana. Os dados preliminares foram apresentados em 2026 durante a décima quinta Conferência de Estudos do Lácio e da Sabina, realizada na sede da Superintendência responsável pela pesquisa.

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O que sabemos?

  • Uma estrutura de aproximadamente 100 metros de extensão foi descoberta na Itália.
  • A estrutura é um aqueduto pré-romano, com técnica de engenharia avançada para o período.
  • Foi escavado em rochas do Plioceno-Pleistoceno, usando métodos planejados.
  • Acredita-se que o aqueduto tinha utilidade na irrigação e gestão de recursos hídricos na época.
  • A construção foi atribuída ao pagus dos Mutuesci, uma divisão rural antiga.

Fontes

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