Saúde

OMS alerta para baixa cobertura vacinal entre gestantes nas Américas

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Organizações de saúde destacam o impacto da imunização na proteção de mães e recém-nascidos

Ilustração de uma gestante recebendo vacina
Imagem: Revista Galileu

A Organização Pan-Americana da Saúde evidencia preocupação com a insuficiente imunização de gestantes na região, destacando a importância da vacinação para evitar mortes neonatais relacionadas a doenças preveníveis.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), braço regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicou um alerta nesta segunda-feira sobre a baixa cobertura vacinal entre gestantes nas Américas. Segundo a entidade, a imunização desse grupo ainda é insuficiente na maioria dos países da região, o que representa um risco significativo para a saúde de mães e recém-nascidos.

De acordo com a OPAS, quase metade das mortes infantis no mundo ocorrem nos primeiros 28 dias de vida, uma fase conhecida como período neonatal, e muitas dessas mortes estão associadas a infecções que poderiam ser prevenidas por vacinações durante a gestação. As imunizações recomendadas para gestantes variam conforme o país, mas incluem vacinas contra influenza, coqueluche, COVID-19 e o vírus sincicial respiratório (VSR). Ainda assim, a cobertura vacinal não alcança níveis ideais na região, prejudicando a proteção dupla que a imunização materna proporciona.

Especialistas da OPAS destacam que essa vacinação não só protege a mãe e o bebê durante a gestação, evitando infecções graves, mas também transfere anticorpos para o recém-nascido, oferecendo uma barreira imunológica nos primeiros meses de vida, quando a criança ainda não pode receber todas as vacinas obrigatórias. Em 2025, dados apontam que apenas 61% das gestantes, em países que notificaram dados, receberam a vacina contra influenza, enquanto a cobertura de imunizações contra tétano, difteria e coqueluche ficou em 77,3%. O índice varia bastante entre os países e a qualidade dos registros também foi apontada como uma limitação para uma análise mais precisa.

Segundo a fonte, há uma necessidade urgente de fortalecer os sistemas de informação para monitorar a vacinação durante a gestação, uma vez que a falta de integração entre os registros de vacinações e os prontuários clínicos faz com que oportunidades de imunização sejam perdidas. Além disso, a entidade reforça que a divulgação de informações claras para as gestantes é fundamental, pois a vacinação nesse período é considerada uma das intervenções de saúde pública mais seguras e eficazes, com um alto custo-benefício. O diretor da OPAS, Jarbas Barbosa, reforçou que o acesso às vacinas e o entendimento das mesmas podem fazer uma enorme diferença na saúde materna e infantil, contribuindo para um começo de vida mais saudável para as crianças.

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O que sabemos?

  • A cobertura vacinal de gestantes nas Américas é considerada insuficiente.
  • Quase metade das mortes neonatais estão relacionadas a infecções preveníveis.
  • Vacinas recomendadas incluem influenza, coqueluche, COVID-19 e VSR.
  • Em 2025, cobertura de influenza em gestantes foi de 61%, enquanto de tétano, difteria e coqueluche foi de 77,3%.

Fontes

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