Saúde

Mudanças na tabela SUS: promessa de nova fase na saúde pública brasileira

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Ministro da Saúde anuncia fim do modelo antigo e melhorias no sistema de filas do SUS por meio de novas plataformas

Ilustração representando sistema de saúde pública brasileira com elementos de transparência e modernização
Imagem: Folha de S.Paulo

Segundo fontes do Ministério da Saúde, há planos de substituir o atual modelo de remuneração por outros que privilegiam valores regionais e maior transparência na fila de espera, além de prometerem um painel nacional até o final do ano.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou recentemente que, caso o presidente Lula conquiste um quarto mandato, haverá uma mudança definitiva no modelo de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), que há quase três décadas opera com uma tabela de remuneração por procedimentos. Segundo a fonte, o atual sistema, que define valores fixos desde 2008, será extinto "de vez" e substituído por um novo método de pagamento baseado no programa "Agora Tem Especialistas", cujo valor, divulgado por Padilha, seria de três a quatro vezes maior do que o praticado na tabela antiga, além de variar por região do país.

Essa mudança pretende dar maior flexibilidade e recursos às unidades de saúde públicas, além de evitar a desatualização do sistema. Ainda de acordo com o ministro, cerca de 1.500 procedimentos deixaram de ser parâmetro da tabela vigente, fazendo com que a remuneração passe a refletir os valores praticados atualmente, mais realistas e condizentes com a complexidade dos atendimentos. Além disso, Padilha garantiu que até o final deste ano será entregue um painel nacional das filas de espera do SUS, uma meta que, segundo ele, já estava prevista desde o lançamento do programa, projetado para 2025, mas que agora deveria avançar com a sua implementação.

Na entrevista, concedida em meio à campanha de reeleição de Lula, Padilha também aproveitou para atacar o adversário na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro, do PL, afirmando que somente a eleição de Lula garantiria a proteção do Orçamento crescente da Saúde. Segundo o ministro, "o plano de Flávio Bolsonaro prevê corte de R$ 250 bilhões, e não há como fazer isso sem afetar o setor de Saúde, que é o maior orçamento da União". Ele reforçou a dificuldade de reduzir recursos destinados à área sem prejudicar os serviços oferecidos à população, especialmente em um momento de desafios na gestão e financiamento do sistema público de saúde.

Essa mudança no sistema de pagamento e a entrega do painel das filas são consideradas passos importantes para aumentar a transparência e eficiência do SUS. Ainda não há confirmação oficial sobre a data exata de implementação do novo modelo nem detalhes específicos do painel, mas há expectativa de que essas ações possam gerar impactos positivos na gestão e na experiência dos usuários do sistema público de saúde brasileiro.

Por enquanto, o governo não se pronunciou oficialmente sobre o cronograma detalhado dessas mudanças, e a dúvida permanece se a implementação ocorrerá ainda neste mandato ou na próxima gestão, dependendo de questões políticas e orçamentárias. O que se sabe é que o tema do financiamento e da gestão do SUS continua sendo um dos maiores desafios do setor de saúde no Brasil.

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O que sabemos?

  • O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anuncia que a tabela SUS será extinta caso Lula seja reeleito.
  • A nova remuneração para procedimentos será baseada no programa "Agora Tem Especialistas", com valores de três a quatro vezes maiores do que a tabela atual.
  • Cerca de 1.500 procedimentos deixaram de ser parâmetro da tabela vigente, sendo pagos por valores regionais.
  • Até o final deste ano, deve ser entregue um painel nacional das filas de espera do SUS, previsto desde o lançamento do programa.
  • Padilha afirma que a eleição de Lula é crucial para manter o crescimento do orçamento de saúde na União.

Fontes

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