Saúde

Long Covid ainda debilita muitos americanos e mobiliza equipe de cientistas dedicados

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Pesquisa inovadora na Universidade da Califórnia busca respostas para sintomas persistentes da Covid-19

Pesquisadora analisando amostra de líquido cefalorraquidiano na UCSF
Imagem: Smithsonian Magazine

A condição conhecida como Long Covid mantém milhares de pacientes enfraquecidos, enquanto um grupo de especialistas, incluindo uma pesquisadora afetada pela doença, investiga tratamentos na Califórnia.

Para muitos americanos, a Covid-19 deixou de ser uma doença aguda para se transformar em um problema crônico e incapacitante. Conhecida como Long Covid, essa condição provoca uma perda persistente de força e vitalidade, que limita a vida diária de milhares de pessoas. Segundo reportagem exclusiva da Smithsonian Magazine, uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) está empenhada em encontrar formas de amenizar esse sofrimento, trabalhando até mesmo com uma integrante da equipe que é paciente e conduz parte de seus estudos diretamente de sua cama.

Um dos aspectos centrais dessa investigação envolve a análise de amostras de líquido cefalorraquidiano – fluido que circula ao redor do cérebro e da medula espinhal – para compreender os mecanismos e efeitos neurológicos do Long Covid. A complexidade da doença e a escassez de opções de tratamento contribuem para o drama dos pacientes, que se sentem muitas vezes isolados e sem alternativas eficazes.

Entre os pesquisadores envolvidos está Julia Moore Vogel, que antes da pandemia vivia uma rotina ativa e equilibrada na ensolarada região de San Diego, Califórnia. Com 40 anos, PhD em biologia computacional e medicina, além de MBA pela Universidade de Cornell, Vogel trabalhava no centro de pesquisas Scripps, em La Jolla, coordenando parte do All of Us Research Program, um ambicioso estudo financiado pelo National Institutes of Health (NIH). O programa reúne dados biológicos, registros médicos e informações de saúde de quase 750 mil americanos, com a esperança de viabilizar tratamentos futuros para doenças debilitantes.

"Eu costumava aproveitar ao máximo meus dias e semanas", conta Vogel, que conciliava a vida profissional com momentos ao ar livre, correndo pelos trilhos sinuosos do parque estadual Torrey Pines, empurrando o carrinho de sua filha de 2 anos pelas ruas do bairro e curtindo os fins de semana na praia enquanto o marido surfava. A transformação causada pela doença, que a acometeu após a Covid-19, a obrigou a mudar drasticamente seu estilo de vida, evidenciando o impacto grave do Long Covid mesmo para quem tem histórico atlético e acesso ao melhor da ciência.

Embora a reportagem da Smithsonian Magazine seja a principal fonte dessas informações até o momento, outras confirmações oficiais ainda são aguardadas. A vigilância sobre essa condição cria um cenário urgente para o avanço da ciência médica, especialmente porque milhões podem enfrentar limitações prolongadas após a fase inicial da infecção por coronavírus.

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O que sabemos?

  • Long Covid causa sintomas crônicos e incapacitação em muitos americanos.
  • Equipe de pesquisadores da UCSF investiga a doença, incluindo análises de líquido cefalorraquidiano.
  • Julia Moore Vogel, pesquisadora com PhD e MBA, é paciente e participa da pesquisa.
  • O All of Us Research Program coleta dados de saúde de cerca de 750 mil americanos para futuras descobertas médicas.

Fontes

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