Saúde

FDA aprova Mounjaro para reduzir risco cardíaco em diabéticos tipo 2

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Medicamento da Eli Lilly amplia indicação nos EUA após estudos mostrarem queda significativa em infartos e AVCs

Medicamento Mounjaro em embalagem com fundo desfocado
Imagem: G1

A FDA liberou o uso do Mounjaro para adultos com diabetes tipo 2 e alto risco cardiovascular, após pesquisa demonstrar redução de 8% no risco de eventos graves como infarto e AVC. A decisão intensifica a disputa entre fabricantes de remédios para diabetes e obesidade nos Estados Unidos.

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou em 28 de junho o uso do Mounjaro, medicamento da Eli Lilly, para reduzir o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC) em adultos com diabetes tipo 2 que apresentam alto risco cardiovascular. A medida amplia a indicação do medicamento, até então restrita ao controle da glicemia em diabéticos, e representa um avanço na concorrência entre empresas da classe dos agonistas de GLP-1, que buscam ampliar suas aplicações para além do diabetes e obesidade.

Segundo a Eli Lilly, a aprovação do Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, baseou-se em estudo comparativo que mostrou uma redução de 8% maior no risco de eventos cardiovasculares adversos graves quando comparado ao Trulicity, outro medicamento da mesma farmacêutica usado no tratamento de diabetes tipo 2. A tirzepatida atua sobre os receptores dos hormônios GIP e GLP-1, que regulam o controle da glicose no sangue e o apetite, o que contribui tanto para o equilíbrio glicêmico quanto para o peso.

Nos Estados Unidos, a mesma molécula é vendida com o nome Zepbound para o tratamento da obesidade, o que revela a versatilidade do medicamento em diferentes indicações. Essa aprovação chega em um momento no qual a disputa entre os laboratórios Eli Lilly e Novo Nordisk está aquecida: a concorrente dinamarquesa já havia obtido autorização para o uso do Wegovy, um medicamento à base de semaglutida, para reduzir riscos cardiovasculares em adultos com sobrepeso ou obesidade sem diabetes.

Além disso, em 2025 a FDA aprovou o Rybelsus, versão oral da semaglutida indicada para diabetes tipo 2, para diminuição do risco de eventos cardiovasculares em determinados pacientes, mostrando que a agência vem ampliando o escopo terapêutico dos medicamentos baseados em GLP-1 e moléculas relacionadas. Essa movimentação reforça a importância desses medicamentos no manejo das doenças crônicas que afetam milhões de pessoas em todo o mundo.

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Pesquisas paralelas também exploram novas aplicações para esses medicamentos. Por exemplo, estudos conduzidos por universidades americanas estão investigando o uso da semaglutida no tratamento do transtorno por uso de álcool, com resultados iniciais indicando uma redução significativa no desejo por álcool, embora ainda seja cedo para conclusões definitivas. A Universidade Yale iniciou em março de 2026 um estudo envolvendo pacientes que passaram por cirurgia bariátrica para avaliar essa hipótese em um grupo restrito.

Enquanto isso, no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do Mounjaro para o controle do diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes, embora ainda não tenha autorizado seu uso para redução do risco cardiovascular no país, conforme as informações disponíveis até o momento. A ampliação das indicações nos Estados Unidos sinaliza uma tendência que pode influenciar as futuras decisões regulatórias em outros mercados.

Com a aprovação do Mounjaro para um público com maior risco de eventos cardíacos, a FDA traz novidades importantes no controle da diabetes tipo 2, uma doença que impacta diretamente na saúde cardiovascular de milhões de pessoas. O mercado se reforça com alternativas que buscam combinar o controle glicêmico e a redução de complicações graves, o que pode representar melhor qualidade de vida e maior expectativa para os pacientes.

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O que sabemos?

  • A FDA aprovou o Mounjaro para redução do risco de infarto e AVC em adultos com diabetes tipo 2 e alto risco cardiovascular.
  • O Mounjaro tem como princípio ativo a tirzepatida, que atua nos receptores GIP e GLP-1.
  • Estudo comparativo mostrou 8% de redução maior no risco cardiovascular em relação ao Trulicity.
  • Concorrente Novo Nordisk já tinha aprovação da FDA para outro medicamento da classe em indicações similares.

Fontes

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