Saúde

Estudo revela que quase um quarto de ex-jogadores da NFL tinha doença cerebral grave

Em apuração ?

Pesquisa aponta riscos de lesões cerebrais em atletas de futebol americano durante o período de 2016 a 2021

Cérebro de um ex-jogador da NFL em análise pós-morte
Imagem: ge

Um estudo publicado pelo British Medical Journal aponta que cerca de 24,5% dos ex-jogadores da NFL que morreram entre 2016 e 2021 tinham encefalopatia traumática crônica, uma doença cerebral degenerativa relacionada a traumatismos.

Segundo uma pesquisa divulgada pelo British Medical Journal (BMJ), aproximadamente um quarto dos ex-jogadores da National Football League (NFL) que vieram a óbito entre 2016 e 2021 apresentavam sinais de encefalopatia traumática crônica (ETC). A condição, que só pode ser diagnosticada após a morte, é uma doença degenerativa do cérebro relacionada a traumatismos repetidos, comuns em esportes de contato como o futebol americano.

O estudo levou em consideração os cérebros de 878 ex-atletas da NFL, cujos corpos foram doados por familiares para análise científica. Entre esses, 215 tinham algum nível de ETC confirmado após a autópsia, o que representa 24,5% do total. Segundo o pesquisador Daniel Daneshvar, esse percentual pode ser ainda maior, uma vez que nem todos os cérebros de jogadores mortos nesse período tiveram exames realizados. Ainda não há confirmação oficial de quantos atletas, de fato, sofreram essa condição, mas o dado reforça a preocupação com os riscos do esporte de alto impacto.

Por se tratar de uma doença que só pode ser detectada após a morte, a pesquisa depende da doação de cérebros por familiares de jogadores. A alta taxa de doações entre 2016 e 2021 também pode ter contribuído para o aumento na quantidade de casos detectados, conforme explicou o próprio estudo. A ETC é associada a sintomas como perda de memória, depressão e mudanças abruptas de humor, além de outros efeitos neurológicos graves, que afetam a qualidade de vida dos sobreviventes.

O estudo ainda não tem uma posição definitiva sobre a prevalência real da doença entre todos os jogadores aposentados da NFL, mas a estimativa de que uma parcela significativa pode estar sofrendo com ela reforça a necessidade de novos debates sobre os riscos do esporte e possíveis medidas de prevenção. Entre elas, a mais discutida é a proibição do uso de tackles para crianças, com o intuito de minimizar lesões cerebrais na fase inicial da formação física dos atletas.

Até o momento, a NFL não se pronunciou oficialmente sobre os resultados do estudo, e as informações ainda dependem de confirmações adicionais. O que se sabe é que, em função do alto impacto e da frequência de traumatismos cranianos, há uma preocupação crescente sobre os efeitos a longo prazo do futebol americano na saúde dos jogadores, principalmente após o fim de suas carreiras nos gramados.

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O que sabemos?

  • Cerca de 24,5% de ex-jogadores da NFL mortos entre 2016 e 2021 tinham encefalopatia traumática crônica.
  • A condição só pode ser diagnosticada após a morte, por meio de análise do cérebro.
  • Foram analisados cérebros de 878 ex-atletas da NFL nesse período.
  • A estimativa é que a prevalência da doença possa ser maior devido à falta de exames em todos os casos.

Fontes

  • ge fonte especializada
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