Saúde

Estudo revela impacto positivo de programa para idosos em Volta Redonda

Em apuração ?

Iniciativa municipal pode aumentar expectativa de vida da terceira idade na cidade

Idosos participando de atividades físicas ao ar livre em Volta Redonda
Imagem: G1

Uma pesquisa do UniFOA analisou o Programa Viva Melhor, que atende mais de 7 mil idosos na cidade, indicando possíveis ganhos de até três anos na longevidade e melhorias na qualidade de vida.

Um estudo realizado pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) revelou que o Programa Viva Melhor, uma ação municipal voltada para idosos na cidade de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, pode ter efeitos significativos na longevidade e na saúde dos participantes. Segundo a pesquisa, o programa, que atende atualmente 7.227 pessoas, está estruturado para promover saúde, atividades físicas e convivência social, áreas consideradas essenciais para um envelhecimento saudável.

De acordo com o levantamento, realizado com base na análise do funcionamento das secretarias municipais de Saúde, Assistência Social e Esporte e Lazer, a iniciativa oferece uma combinação de ações que fortalecem a autonomia e independência da terceira idade. Segundo os dados, há atualmente cerca de 5.337 idosos envolvidos em 79 grupos de convivência, enquanto a Policlínica da Melhor Idade realiza uma média de 1.050 atendimentos mensais voltados ao público acima de 60 anos. A pesquisa destaca que essa estrutura, que acompanha a evolução do envelhecimento na cidade conforme o Censo de 2022, estimou que Volta Redonda tem aproximadamente 55.380 idosos, o que representa 21% da população total local — índice superior à média nacional.

O estudo aponta que atividades físicas regulares, com um mínimo de 70% de frequência, podem aumentar a expectativa de vida em até três anos, além de ajudar a prevenir perdas cognitivas e motoras. Uma das ações mais tradicionais do programa é a Viagem da Melhor Idade, que exige que o idoso esteja matriculado há pelo menos um ano, apresente atestado médico atualizado e mantenha frequência regular nas atividades. Ao longo do ano, os participantes podem participar de modalidades esportivas orientadas, eventos como as Olimpíadas Viva Melhor e o Festival de Dança, além de programas que estimulam a socialização e o combate ao isolamento.

Na área da saúde, o fluxo de cuidados é organizado desde a atenção primária nos bairros até a assistência especializada na Policlínica, onde se realizam ações de controle de doenças crônicas, imunizações, visitas domiciliares, prevenção de quedas e suporte a cuidadores, com uma equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas. A instituição apresentou um crescimento expressivo no volume de atendimentos entre 2022 e 2025, refletindo o aumento da demanda conforme o envelhecimento da população local, que, segundo o IBGE, já apresenta uma taxa de idosos acima da média nacional.

Embora ainda não confirmado oficialmente por outras fontes, as evidências sugerem que programas permanentes como o de Volta Redonda podem proporcionar ganhos de expectativa de vida de dois a três anos, além de fortalecer a qualidade de vida e prevenir complicações relacionadas ao envelhecimento. A iniciativa é considerada um exemplo de políticas públicas que priorizam a promoção da saúde e o bem-estar na terceira idade, pontos essenciais diante do avanço do envelhecimento populacional na cidade.

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O que sabemos?

  • Estudo do UniFOA analisou o Programa Viva Melhor em Volta Redonda.
  • Mais de 7.200 idosos participam do programa.
  • Atividades incluem saúde, esporte e convivência social.
  • Programa pode aumentar a expectativa de vida em até três anos.

Fontes

  • G1 imprensa
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